Irã pede à Turquia que "não complique" a situação na Síria - Geral - Jornal de Santa Catarina

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Diplomacia05/01/2017 | 10h11Atualizada em 05/01/2017 | 10h25

Irã pede à Turquia que "não complique" a situação na Síria

Chefe da diplomacia turca acusou o regime sírio de Bashar al-Assad de violar a trégua acertada entre Ancara, Moscou e Teerã

AFP
AFP

O porta-voz da dilpomacia iraniana pediu à Turquia para que "não complique ainda mais" a situação na Síria, depois que o chefe da diplomacia turca responsabilizou os aliados de Teerã por violações do cessar-fogo no país.

— As declarações não construtivas de dirigentes turcos só complicam anda mais a situação e aumentarão os problemas quanto a uma solução política para a crise síria — declarou Bahram Ghasemi, porta-voz do ministério iraniano das Relações Exteriores.

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Na véspera, o chefe da diplomacia turca, Mevlut Cavusoglu, lançou uma advertência de que o novo diálogo de paz para a Síria está em risco, e acusou o governo de Bashar al-Assad de violar a frágil trégua promovida por Moscou, Teerã e Ancara.

O cessar-fogo trouxe tranquilidade a muitas localidades do país, mas é ameaçado pelos contínuos confrontos na região de Wadi Barada, nos arredores de Damasco. As forças do governo, apoiadas pelo grupo libanês Hezbollah, tentam recapturar Wadi Barada, considerada importante para o abastecimento de água na capital.

O ministro turco das Relações Exteriores, Mevlut Cavusoglu, pediu ao regime e seus aliados que acabem com "violações" à trégua, advertindo que estão colocando em risco as conversações previstas para este mês em Astana, capital do Cazaquistão.

— Se não pararmos as violações à trégua, o processo de Astana poderá fracassar. Depois do cessar-fogo registramos violações — disse Cavusoglu à agência estatal Anatólia. — Quando analisamos quem comete estas violações identificamos o Hezbollah, em particular grupos xiitas, e o regime — acrescentou o ministro.

O funcionário pediu à Rússia e ao Irã — promotores das conversações em Astana — que pressionem Damasco e o Hezbollah pelo fim dos combates. Apesar do apelo, os combates persistiam, segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

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