Julgamento definirá se autor de massacre racista de Charleston deverá cumprir prisão perpétua ou pena de morte - Geral - Jornal de Santa Catarina

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Estados Unidos04/01/2017 | 10h09Atualizada em 04/01/2017 | 11h20

Julgamento definirá se autor de massacre racista de Charleston deverá cumprir prisão perpétua ou pena de morte

Dylann Roof, 22 anos, assassinou nove paroquianos negros no interior de uma igreja metodista da Carolina do Sul, em junho de 2015

Julgamento definirá se autor de massacre racista de Charleston deverá cumprir prisão perpétua ou pena de morte Reprodução/Reprodução
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Declarado culpado em meados de dezembro pelo maior massacre racista da história recente nos Estados Unidos, Dylann Roof inicia, nesta quarta-feira, uma batalha para evitar a pena de morte. Seguindo o procedimento judicial, o jovem de 22 anos comparecerá à segunda fase do julgamento, quando a pena será determinada diante da mesma Corte e do mesmo júri de Charleston.

Dylann Roof disparou 77 vezes no interior de uma igreja metodista da cidade localizada na Carolina do Sul, matando nove paroquianos negros que acabavam de recebê-lo em uma sessão de leitura da Bíblia. O massacre ocorreu em 17 de junho de 2015.

Há três semanas, um júri de 12 pessoas precisou de apenas duas horas de deliberações para declarar Roof, partidário declarado do nazismo e do Ku Klux Klan, culpado. O colegiado não encontrou nenhuma circunstância atenuante para o jovem, que respondeu afirmativamente às 33 acusações federais das quais é acusado.

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A questão que ainda precisa ser decidida é a mais crucial e, de fato, a única que gera um verdadeiro suspense no julgamento, em que Dylann Roof não tentou em nenhum momento atenuar seus crimes nem expressou o menor arrependimento: o veredito será a pena de morte ou a prisão perpétua?

O imprevisível Roof, que decidiu garantir a própria defesa, apesar dos conselhos de seus advogados, pode surpreender e romper o silêncio nesta quarta-feira.

Testemunhas

O procurador de Justiça planeja chamar para testemunhar mais de 30 pessoas entre sobreviventes do massacre, parentes das vítimas e especialistas. Alguns já forneceram elementos contundentes contra o acusado. A autoridade também solicitará a pena de morte em nome do governo federal baseando-se em uma lei que pune os crimes com motivações racistas.

As sentenças federais à pena capital são pouco frequentes no sistema penal norte-americano, onde os criminosos são julgados geralmente pelos Estados. O último caso conhecido é o do autor dos atentados de Boston de 2013, Djokhar Tsarnaev. Desde 1976, as autoridades centrais só executaram três penas capitais.

O magistrado Richard Gergel, que preside o julgamento, considerou Roof — cujo ódio frio e calculado fez a comunidade negra de Charleston se lembrar dos piores momentos da segregação racial — competente para se defender na fase de condenação do julgamento. Gergel também estipulou que o acusado "não poderá se aproximar do júri, das testemunhas ou dos magistrados".

No entanto, Dylann Roof havia excluído convocar testemunhas para que depusessem ao seu favor e explorassem a ideia de que não estava em plenas capacidades mentais para ser julgado.

Espera-se que o veredito seja divulgado em 10 dias. O estado da Carolina do Sul também julgará Dylann Roof em outro processo no qual também enfrenta a pena de morte.


 
 

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