Mais de 100 presos libertados por grupo rebelde continuam foragidos nas Filipinas - Geral - Jornal de Santa Catarina

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Ásia05/01/2017 | 08h04

Mais de 100 presos libertados por grupo rebelde continuam foragidos nas Filipinas

Suspeita é de que os detentos estejam em áreas rurais no sul do país

Mais de 100 presos libertados por grupo rebelde continuam foragidos nas Filipinas FERDINANDH CABRERA/AFP
Moradores auxiliam autoridades a encontrar foragidos que podem estar em vastas terras agrícolas e aldeias isoladas Foto: FERDINANDH CABRERA / AFP
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As autoridades filipinas indicaram, nesta quinta-feira, que capturaram 34 dos presos que fugiram de uma prisão no sul do país. No entanto, 110 detentos seguem foragidos. A suspeita é de que eles estejam em zonas rurais. 

Um grupo de homens armados supostamente vinculados a um grupo rebelde muçulmano atacou a casa prisional, na quarta-feira, e facilitou a fuga de mais de 150 presos. Cerca de cem homens atacaram a prisão de Kidapawan, localizada a 50 quilômetros a oeste de Davao, principal cidade da ilha meridional de Mindanao. A ação ocorreu à 1h (às 15h de terça-feira, pelo horário Brasília).

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Os combates duraram duas horas em torno do centro de detenção e um guarda morreu. Segundo as autoridades, o ataque foi lançado por uma facção dissidente do grupo insurgente muçulmano Frente Moro de Libertação Islâmica (MILF), o movimento armado islamita mais importante do país, com o qual o governo iniciou negociações de paz.

O MILF, que conta com 10 mil combatentes, exige um cessar-fogo. O centro de detenção é uma antiga escola situada em uma afastada zona florestal e abrigava 1.511 detidos antes do ataque.

— É a maior fuga de nossa história — declarou Xavier Solda, porta-voz da administração penitenciária filipina. — Temos uma verdadeira falta de efetivos.

Shirlyn Macasarte, governador interino da província de Cotabato, indicou que algumas informações apontavam que o ataque havia sido preparado pelos Combatentes pela Liberdade do Bangsamoro Islâmico (BIFF).

O BIFF é uma cisão do MILF desde 2008, quando negociações de paz fracassaram. Desde então, dirigiu ataques contra localidades cristãs que deixaram mais de 400 mortos e 600 mil deslocados.

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