Manifestantes com trajes da KKK interrompem audiência de procurador-geral de Trump - Geral - Jornal de Santa Catarina

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Estados Unidos10/01/2017 | 16h26Atualizada em 10/01/2017 | 16h31

Manifestantes com trajes da KKK interrompem audiência de procurador-geral de Trump

Homens vestidos como membros do Ku Klux Klan protestaram com gritos sobre o passado de Jeff Sessions e fingiram estar gratos pela nomeação de um conservador

Manifestantes com trajes da KKK interrompem audiência de procurador-geral de Trump CHIP SOMODEVILLA/GETTY IMAGES NORTH AMERICA/AFP
Foto: CHIP SOMODEVILLA / GETTY IMAGES NORTH AMERICA/AFP
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Manifestantes com capas e capuzes brancos interromperam nesta terça-feira a audiência de confirmação do Senado para a nomeação de Jeff Sessions como procurador-geral dos Estados Unidos, dramatizando as preocupações sobre seu histórico no campo dos direitos civis.

A escolha de Donald Trump para a maior autoridade em aplicação da lei do país é o primeiro membro do gabinete do presidente eleito a enfrentar uma audiência de confirmação.

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Sessions deve ser submetido a um interrogatório sobre acusações de que fez comentários racistas sobre afro-americanos e direitos civis no início de sua vida profissional. 

Manifestantes, incluindo vários do grupo de defesa dos direitos humanos Code Pink, agitaram cartazes que diziam: "Acabe com o racismo, pare Sessions" e "Acabe com o ódio, pare Sessions".

Quando ele estava sendo recebido pelo presidente do Comitê Judiciário do Senado, Chuck Grassley, dois homens vestidos como membros do Ku Klux Klan começaram a protestar na sala de audiências com gritos sobre o passado de Sessions, e a fingir estarem gratos pela nomeação de um conservador como procurador-geral.

— Você não pode me prender, eu sou um homem branco! — gritou um dos homens quando foi levado pela Polícia do Capitólio dos Estados Unidos.

— Sessions é racista, ele é ilegítimo, assim como todo o regime Trump — gritou outro homem quando foi escoltado para fora da sala.

Sessions, de 70 anos, é um ex-promotor federal que cresceu no sul segregado. Ele expressou sua oposição à imigração, e será questionado sobre se vai atender ao chamado da campanha de Trump para prender a rival Hillary Clinton pelo escândalo dos seus e-mails.

Algumas das acusações mais duras contra Sessions dizem respeito a um ataque racista. Sua nomeação para juiz federal foi cancelada na década de 1980, em meio a acusações de que ele fez comentários racialmente insensíveis quando promotor.

Sessions começou sua declaração de abertura assegurando ao painel que o procurador-geral "deve estar disposto a dizer 'não' ao presidente se ele passar dos limites". Ele também tentou amenizar as preocupações sobre seu passado.

— O Departamento de Justiça nunca deve falhar em sua obrigação de proteger os direitos civis de todos os americanos, particularmente aqueles que são mais vulneráveis — disse, afirmando seu compromisso de "garantir o acesso ao voto para todos os eleitores americanos elegíveis".

Grassley saudou Sessions como um homem que "cumpriu o seu dever, aplicou a lei de forma justa" e cujo "passado é uma vida de serviço público".

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*AFP

 
 

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