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Cuidado redobrado13/01/2017 | 08h51

Registro de crianças perdidas supera o número do verão passado em Balneário

Corpo de Bombeiros orienta o uso da pulseirinha de identificação

Registro de crianças perdidas supera o número do verão passado em Balneário Pamyle Brugnago/Agência RBS
A pequena Maria Victória mostra a pulseirinha de identificação que pode ajudá-la caso se perca dos pais Foto: Pamyle Brugnago / Agência RBS

Baldinho de praia, toalha do personagem favorito, protetor solar, guarda-sol, água, suco, um lanchinho rápido, o brinquedo preferido, as boias e muito mais. Levar crianças à praia envolve uma logística de transportadora, mas além de pegar todos os itens que ajudam a entreter os pequenos, os pais precisam redobrar a atenção antes de curtir o dia.

Dados do Corpo de Bombeiros de Santa Catarina apontam que 284 crianças se perderam nas areias de Balneário Camboriú nesta temporada, 239 na Praia Central. O número registrado entre outubro e a tarde de quinta-feira já é maior que o total da última Operação Veraneio, quando 272 crianças se perderam nas praias da cidade. Os casos representam 44,4% dos 640 casos registrados em todo o Estado, segundo levantamento do Corpo de Bombeiros de Santa Catarina.

Os guarda-vidas alertam que basta um descuido rápido para que as crianças saiam do campo de visão dos pais (confira tabela com dicas). Foi assim com a pequena Maria Victória, cinco anos, que deu um susto na mãe, Jucineia Girardi, nesta semana. Família instalada na praia, sol a pino e a pequena sendo observada por ela e pela avó até que, em um piscar de olhos, ninguém mais encontrava a menina.

— Ela foi no guarda-sol pegar alguns brinquedos com a amiguinha que conheceu na praia. Na hora a gente gelou, mas ela estava bem ao nosso lado — conta a mãe.

Desde então, por segurança, Jucineia coloca a pulseirinha de identificação na filha. Caso se perca novamente, a pequena gaúcha de Caxias do Sul já sabe o que fazer: — Tem que ir na casa amarela (posto de guarda-vidas) e pedir ajuda — explica Maria Victória, enquanto mostra a pulseira colocada por um guarda-vidas assim que ela chegou na praia.

Vindo de Dumont, interior de São Paulo, Eurico Junqueira é pai de Angelo e Artur, de três e seis anos. Ele não sabia do uso de pulseiras de identificação na Praia Central de Balneário Camboriú, mas achou a ideia ótima.

— Não dá para ficar longe deles, não. Vamos começar a usar a pulseira por segurança.

Movimento pode confundir crianças

O tenente do Corpo de Bombeiros de Balneário Camboriú Walter Pereira de Mendonça Neto recomenda que os pais fiquem atentos durante o período de maior movimento no Litoral. Para ele, o alto índice de crianças perdidas na Praia Central se deve ao grande movimento de turistas e veranistas e não tem relação com as condições do mar:

— Muitos pais deixam as crianças por conta, brincando sozinhas. Nesse momento é que elas acabam se perdendo. Por causa da confusão, em uma praia muito cheia, a criança sai correndo e perde a referência de onde ela estava. Com tantos guarda-sóis e muita gente na areia, já chegamos encontrar crianças quilômetros distante do local onde a família estava — conta.

Segundo o tenente, as pulseiras de identificação estão disponíveis nos seis postos de guarda-vidas da Praia Central. Elas também são distribuídas nas praias do Buraco, Taquaras, Estaleiro, Estaleirinho e Laranjeiras.

JORNAL DE SANTA CATARINA - BALNEÁRIO CAMBORIÚ

 
 

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