Santa Catarina registrou 4.376 casos de dengue em 2016, a pior marca da história - Geral - Jornal de Santa Catarina

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Epidemia12/01/2017 | 22h29Atualizada em 12/01/2017 | 22h29

Santa Catarina registrou 4.376 casos de dengue em 2016, a pior marca da história

Número de casos é 21,3% maior do que em 2015, que já tinha sido um dos mais críticos 

Santa Catarina registrou 4.376 casos de dengue em 2016, a pior marca da história Divulgação/Fiocruz
Foto: Divulgação / Fiocruz
Cristian Edel Weiss
Cristian Edel Weiss

cristian.weiss@diario.com.br

O ano passado ficará marcado como o pior da história no combate ao mosquito Aedes aegypti em Santa Catarina. De 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2016, o Estado registrou 4.376 casos confirmados de dengue, dos quais 4.007 (92%) são autóctones – pessoas infectadas dentro do território catarinense. 

O número é 21,3% maior do que o total de casos registrados em 2015, um dos mais críticos até então, marca que SC já tinha superado em maio do ano passado. Outro ponto preocupante é que cresceu levemente a proporção de casos autóctones em relação aos que foram infectados fora de SC. Em 2016, representou 92% do total, enquanto em 2015 era de 90,8%.

Para se ter ideia, até abril de 2013, o Estado nunca tinha registrado casos autóctones, mesmo quando o Brasil registrava ondas de pico da doença. Os pacientes eram infectados em outras regiões do país e só descobriam que estavam com dengue quando retornaram a Santa Catarina, embora o Estado já identificasse focos do mosquito e combatesse. De lá para cá, os números de infectados dentro do território catarinense só cresceu.

O Estado encerrou 2016 com 83 casos de febre chikungunya, dos quais 73 foram infectados fora de SC, e 59 de zika vírus, sendo 49 deles infectados em outros Estados.

Primeira semana de 2017 registra queda de notificações

Do dia 1º ao dia 7 deste mês, a Diretoria de Vigilância Epidemiológica notificou 44 casos suspeitos de dengue em Santa Catarina. Desses, dois (5%) foram descartados por apresentarem resultado negativo para dengue e 42 (95%) casos suspeitos estão em investigação pelos municípios (Bombinhas, Caçador, Cocal do Sul, Florianópolis, Galvão, Itajaí, Itapoá, Jaraguá do Sul, Pomerode, Rio Negrinho, São José, São Lourenço do Oeste, São Miguel do Oeste e Xanxerê).

Na primeira semana de 2017, a Dive também notificou seis casos suspeitos de febre chikungunya e três de zika vírus, mas nenhum deles teve a doença confirmada até o momento.

A boa notícia é que na comparação com a primeira semana de 2016, o total de casos notificados é 85,5% menor. O número de focos do Aedes aegypti também demonstra redução nos primeiros sete dias do ano: 159 focos em 39 municípios contra 255 focos em 34 municípios entre 1º e 7 de janeiro de 2016 – queda de 37,6%.

Atualmente há 50 municípios considerados infestados pelo mosquito Aedes aegypti. A definição de infestação é realizada de acordo com a disseminação e manutenção dos focos: 

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