Trump diz que Rússia pode estar por trás de ataque hacker nas eleições americanas - Geral - Jornal de Santa Catarina

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Estados Unidos11/01/2017 | 16h50Atualizada em 11/01/2017 | 17h26

Trump diz que Rússia pode estar por trás de ataque hacker nas eleições americanas

Presidente americano , porém, afirmou que não acredita na influência russa e que o sucesso de sua eleição foi decorrência da boa campanha eleitoral

Trump diz que Rússia pode estar por trás de ataque hacker nas eleições americanas Scott Eisen/AFP
Foto: Scott Eisen / AFP
AFP e Agência Brasil

Em uma coletiva de imprensa concedida nesta quarta-feira pelo presidente eleito Donald Trump, o republicano disse acreditar que a histórica rival dos Estados Unidos, a Rússia, possa ter alguma responsabilidade sobre o hackeamento (invasão de computadores) durante a campanha eleitoral americana, como outros países também tiveram. Ele, porém, deixou claro que não acredita na influência russa. Segundo Trump, o sucesso de sua eleição foi decorrência da boa campanha eleitoral.

Alguns jornalistas insistiram para que Trump comentasse também sobre as alegações de que a Rússia teria informações comprometedoras sobre seus negócios ou sobre seus planos para o futuro. 

— Alguém realmente acredita nessa história? — questionou o presidente eleito. — Eu já postei no Twitter que não tenho nenhum negócio com a Rússia — disse.

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Um jornalista perguntou ao bilionário sobre uma declaração do presidente russo, Vladimir Putin, o elogiando como um incentivador das relações entre o seu país e os EUA. 

— Se Putin gosta de Donald Trump eu considero (isso) um ativo, não um passivo, porque temos um relacionamento horrível com a Rússia. Agora, eu não sei se vou me dar bem com Vladimir Putin. Eu espero que sim, mas... você honestamente acredita que Hillary (Clinton) seria mais dura com Putin do que eu? — perguntou Trump.

México

Donald Trump declarou que não vai esperar "um ano ou um ano e meio" para construir o muro com o México. O novo presidente dos Estados Unidos afirmou que a divisa física com o país vizinho começará em breve e que o país México pagará pela obra, de uma maneira ou de outra, possivelmente através de impostos.

— Não é uma cerca. É um muro — esclareceu Trump. — Não quero esperar um ano ou um ano e meio para começá-lo. O México pagará por ele (...) seja através de um imposto ou de um pagamento. É menos provável que seja um pagamento — declarou.

Indústria

Trump anunciou uma alta tarifa alfandegária sobre as empresas americanas que optarem por se instalar no Exterior.

— Se você quer mudar sua fábrica e, por exemplo, construí-la no México e fabricar seus ar condicionados, ou carros, ou o que seja, e acha que venderá através de uma fronteira muito, muito forte, não por uma fronteira frágil como agora - na verdade não temos uma fronteira, mas uma peneira - estão enganados. Vocês vão pagar uma alta tarifa alfandegária — alertou o presidente eleito dos Estados Unidos.

O presidente investiu contra a indústria farmacêutica americana, acusando-a de ser um "desastre" por vender nos Estados Unidos medicamentos fabricados no Exterior e, ainda assim, sair "ilesa".

— Nossa indústria farmacêutica é um desastre. Vai de um lado para o outro. Temos de fazer nossa indústria farmacêutica voltar. Fornecem medicamentos, mas não produzem aqui, em larga medida — insistiu, acrescentando que esse setor tem "muitos lobbies, muitos lobistas, muito poder".

Na mesma entrevista, Trump alertou que imporá novas condições de procedimentos de licitação para a indústria farmacêutica para acabar com essa situação..

— Os Estados Unidos são o maior comprador de remédios do mundo, e não temos bons procedimentos de licitação — afirmou ele, acrescentando que essa estratégia permitirá economizar "bilhões de dólares".

Na Bolsa, as empresas do setor sentiram o efeito ainda nesta quarta: Mylan caiu 3,4%; Pfizer, 2,6%; e Bristol-Myers, 4,5%.

Emprego

Eleito com a promessa de criar postos de trabalho nos Estados Unidos, Trump ameaçou, recentemente, várias grandes empresas, sobretudo da indústria automotiva, acusando-as de desterritorializar empregos. Trump elogiou as decisões da Ford e da Fiat Chrysler de investir nos Estados Unidos — e não no México — e sugeriu à General Motors que siga o exemplo de seus concorrentes. 

No caso da Ford, por exemplo, a montadora cancelou a construção de uma unidade de US$ 1,6 bilhão no México. Essas decisões foram anunciadas depois que Trump fez seguidos ataques pelo Twitter, ameaçando impor tarifas de importação sobre qualquer veículo de empresa americana que seja produzido no México e exportado para os EUA.

— Aprecio isso da Ford. Aprecio muito isso da Fiat-Chrysler. Espero que a General Motors acompanhe. E acho que farão. Acho que muitas pessoas vão acompanhar — declarou, confiante.

O futuro presidente disse ainda que está trabalhando com as lideranças empresariais para atrair investimentos e criar vagas no país.

— Vamos criar empregos. Eu disse que vou ser o maior produtor de empregos que Deus já criou. E eu realmente quero dizer isso — completou.

Negócios da família

Trump esclareceu que, enquanto estiver governando o país, seus filhos Eric e Donald Jr vão administrar seus negócios particulares. Com isso, o magnata respondeu a um dos maiores questionamentos da mídia, que seria a existência de um possível conflito entre os seus interesses particulares e o interesse do país.

Trump destacou, porém, que seria capaz, se quisesse, de administrar o país e as suas empresas simultaneamente. 

— Eu poderia, realmente, comandar o meu negócio e o governo ao mesmo tempo — disse, dando a entender que, se optasse por continuar também no comando das empresas, não haveria conflito de interesses.

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*AFP

 
 

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