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Segurança09/02/2017 | 13h00Atualizada em 09/02/2017 | 17h00

"Estamos apavorados", afirma morador de Canasvieiras que ouviu ataque contra delegacia

"Estamos apavorados", afirma morador de Canasvieiras que ouviu ataque contra delegacia Betina Humeres/Agencia RBS
Em Canasvieiras, delegacia foi atingida por 12 disparos na noite desta quarta-feira Foto: Betina Humeres / Agencia RBS

O clima tranquilo e praieiro nas ruas de Canasvieiras, no Norte da Ilha de Santa Catarina, nesta manhã se contrasta com o ambiente de tensão visto durante a noite passada no bairro. Para o veranista Luiz Teixeira, o ataque contra a 7ª Delegacia de Polícia foi o que faltava para "comprovar que a violência se instalou no bairro".

— Estava na sala assistindo televisão. Ouvi o barulho de tiro e corri para a janela. Só consegui ver uma moto na rua, mas não sei se era aquela que atirou.

Professor aposentado, e que há 40 anos frequenta o local, Luiz viu a casa que construiu com a esposa ser assaltada quatro vezes em apenas 28 dias em outubro do ano passado. A residência, que tem grades, alarme e vigilância noturna, fica cerca de 15 metros da delegacia atingida na última noite.  

— Violência a gente sempre teve aqui, mas nos últimos tempos a gente presenciou vários casos. Está complicado andar à noite nas ruas. Depois desses tiros aqui, pode anotar aí, nós estamos apavorados — contou o aposentado à reportagem do DC.

Em Canasvieiras, delegacia foi atingida por 12 disparos na noite desta quarta-feira Foto: Betina Humeres / Agencia RBS

"Na hora de atirar eles não olham para quem é"

Moradora de Canasvieiras, Luderci Borba conta que na temporada de verão a situação piora. Na última semana, dia 2, um vendedor de praia de 31 anos foi assassinado no centrinho de Canasvieiras – local frequentado por moradores e turistas na alta temporada. A vítima comia um lanche na Avenida das Nações, por volta das 2h40min, quando um homem se aproximou e atirou contra a cabeça. 

— Está uma bagunça esse bairro. No centrinho, semana passada mataram um homem na frente de um monte de gente. Tinha família ali como a minha família. 

A mulher, que mora com os filhos e o marido, conta que também ouviu os disparos. Segundo ela, momentos antes do ataque, os filhos haviam chegado em casa.

— Eles chegaram um pouco antes dos tiros e a gente ficou mais tranquilo e já íamos dormir. A gente tem medo de estar na hora errada porque na hora de atirar eles não olham para quem é. 

Delegacia dos Ingleses, em Florianópolis, também foi alvo nesta madrugada Foto: Betina Humeres / Agencia RBS

Na delegacia, nesta manhã pelos seis agentes trabalhavam na limpeza do local. Dos 12 tiros, ao menos três atravessaram a porta de vidro. Um deles percorreu cerca de 30 metros antes de parar dentro da delegacia. Além da DP de Canasvieiras, a unidade da Polícia Civil dos Ingleses foi alvo de ataque na última madrugada.  Já no Estado, houve ataque durante a madrugada em Joinville e em Piçarras. 

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