Justiça da Índia reconhece primeiras vítimas dos atentados de Mumbai - Geral - Jornal de Santa Catarina

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Decisão07/02/2017 | 07h29Atualizada em 07/02/2017 | 07h29

Justiça da Índia reconhece primeiras vítimas dos atentados de Mumbai

Decisão ocorre oito anos depois do massacre que deixou mais de 160 mortos e que é atribuído ao serviço secreto do Paquistão pelas autoridades indianas. Islamabad nega

Justiça da Índia reconhece primeiras vítimas dos atentados de Mumbai EFE/Stringer  /
Forças de segurança indianas resgataram reféns do hotel Taj Mahal (arquivo) Foto: EFE/Stringer
AFP
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A Justiça indiana declarou as mortes de três pescadores que teriam sido as primeiras vítimas assassinadas pelo grupo que cometeu os atentados de Mumbai em 2008. O reconhecimento ocorre oito anos depois do massacre que deixou mais de 160 mortos.

A decisão de um tribunal do Estado de Gujarat, no oeste do país, permitirá que as famílias de desaparecidos cujos corpos nunca foram encontrados recebam finalmente uma certidão de óbito, o que dará direito a uma indenização.

— O tribunal aceitou os pedidos dos parentes dos pescadores falecidos e ordenou às autoridades locais que emitam as certidões de óbito — afirmou, nesta terça-feira, o advogado do governo, T. C. Sule.

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Cinco pescadores estavam a bordo de uma pequena embarcação na costa de Gujarat quando foram atacados, em novembro de 2008, por homens armados que posteriormente foram identificados como os autores dos atentados em Mumbai.

As autoridades encontraram o corpo do capitão do barco, mas nenhum rastro dos outros quatro tripulantes. A lei indiana exige pelo menos sete anos sem sinal de vida ou identificação de um corpo para declarar a morte de uma pessoa desaparecida.

As famílias de três pescadores recorreram à Justiça em janeiro de 2016 para pedir a emissão das certidões de óbito. Sem o documento, não podem solicitar a indenização do fundo destinado às vítimas dos atentados.

Depois de matar a tripulação do "Kuber", o grupo extremista seguiu para Mumbai, onde, em 26 de novembro de 2008, desencadeou uma onda de violência acompanhada durante três dias pela imprensa mundial.

A Índia afirma ter provas do envolvimento do serviço secreto paquistanês na preparação dos ataques, o que Islamabad nega.


 
 

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