Mãe de turista morta na Austrália critica inclusão do nome da filha em lista de atentados por Trump - Geral - Jornal de Santa Catarina

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Reação08/02/2017 | 07h54Atualizada em 08/02/2017 | 07h54

Mãe de turista morta na Austrália critica inclusão do nome da filha em lista de atentados por Trump

Rosie Ayliffe afirmou que o presidente utiliza a morte de jovem para "promover perseguição insana de inocentes" de países muçulmanos 

Mãe de turista morta na Austrália critica inclusão do nome da filha em lista de atentados por Trump Reprodução/Facebook
Rosie Ayliffe: "a morte de minha filha não será utilizada para promover esta perseguição insana de inocentes" Foto: Reprodução / Facebook
AFP
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A mãe de uma turista britânica assassinada na Austrália criticou Donald Trump por incluir a morte da filha na lista de atentados jihadistas que supostamente não receberam cobertura da imprensa e acusou o presidente norte-americano de usar a jovem para demonizar os muçulmanos.

Na segunda-feira, o republicano acusou a mídia de "desonesta" por não cobrir alguns ataques extremistas. Em seguida, a Casa Branca publicou uma lista de 78 "atentados" que teriam sido "executados ou inspirados" pelo grupo Estado Islâmico.

Vários meios de comunicação, como BBC, The Guardian, The Washington Post e Le Monde, responderam com links que demonstram a ampla cobertura dos ataques.

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A lista de Trump inclui cinco "atentados" na Austrália, entre eles o assassinato, em agosto de 2016, de dois mochileiros britânicos, Mia Ayliffe-Chung, 21 anos, e Tom Jackson, 30 anos. O crime que teve ampla cobertura da Agence France-Presse (AFP) e de outros meios de comunicação.

Mia Ayliffe-Chung, 21 anos, foi morta por um francês que não teria ligação com terrorismo Foto: Reprodução / Facebook

Em uma carta aberta ao presidente norte-americano publicada nas redes sociais, Rosie Ayliffe, mãe de Mia, condena o vínculo estabelecido o este crime e o islamismo radical.

"A possibilidade de que as mortes de Mia e Tom tenham sido consequência de um ataque terrorista islâmico foi descartada nos primeiros momentos da investigação", escreve.

O francês Smail Ayad foi acusado pelos assassinatos, cometidos em um albergue de Home Hill, ao norte do Estado de Queensland. A polícia australiana informou que o francês gritou "Allahu Akbar" (Deus é grande) no momento do crime e durante a detenção, mas indicou que não detectou nenhum vínculo terrorista.

"Qualquer idiota pode gritar Allahu Akbar ao cometer um crime", escreveu Rosie Ayliffe, que afirmou ter viajado muito pelo mundo muçulmano e ter encontrado apenas "respeito e hospitalidade".

"Esta difamação de nações inteiras e suas populações com base na religião é uma recordação terrível do horror que pode acontecer quando nos permitimos ser liderados por ignorantes para a escuridão e o ódio", afirma. "A morte de minha filha não será utilizada para promover esta perseguição insana de inocentes", conclui.


 
 

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