Obras paradas atrasam início do ano letivo em creche de Palhoça - Geral - Jornal de Santa Catarina

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Educação07/02/2017 | 07h45Atualizada em 07/02/2017 | 07h45

Obras paradas atrasam início do ano letivo em creche de Palhoça

Salas e banheiros estão inacabados e há entulhos na pracinha, colocando as crianças em risco 

Obras paradas atrasam início do ano letivo em creche de Palhoça Betina Humeres/Agencia RBS
Diandra, mãe da Sofia, de 3 anos, não sabe onde vai deixar a filha Foto: Betina Humeres / Agencia RBS

A creche Vida Melhor, na Ponte do Imaruim, em Palhoça, deveria ter aberto as portas nesta segunda-feira, mas as obras de ampliação, que eram pra estar prontas, estão paradas. Duas salas, uma de aula e outra de professores, além dos banheiros, estão inacabadas. Além disso, há entulhos nos brinquedos do parquinho, que colocam em risco a segurança das crianças.

A unidade tem cerca de 60 alunos. Para eles, o ano letivo recomeça nesta quarta-feira. O pequeno atraso — era para as aulas terem iniciado nesta segunda — se deu por problemas com a merenda escolar. Mas para dez alunos que foram transferidos de outra creche do bairro, a Vovó Dolores, para a Vida Melhor, o prazo que os pais receberam para que as aulas comecem foi de no mínimo 30 dias.

Diandra Batista da Silva, mãe da Sofia, de 3 anos, não sabe onde vai deixar a filha. Nesta segunda, a manicure de 27 anos precisou faltar no serviço. Ela ficou sabendo que a menina não iria começar as aulas nesta segunda somente na sexta passada, quando foi entregar o material escolar. Disseram a Diandra que somente dali um mês a menina começaria na creche.

A mãe lembra que a comunidade se mobilizou para levantar fundos para as obras, mas opina que a prefeitura não fez a parte dela, e desde metade do ano passado está tudo parado.

Entulhos tomam conta do parquinho, colocando em risco a segurança Foto: Betina Humeres / Agencia RBS

— Fizemos um carreteiro comunitário, arrecadamos R$ 3,5 mil para reboco e mão de obra. Agora o piso, pintura, banheiro e acabamentos era para a prefeitura fazer — contesta.

Diandra também está com medo de deixar a criança ir brincar na pracinha da unidade.

— Tem brinquedos quebrados, tábuas com prego, entulho, mato. Como é que as crianças vão começar as aulas assim? É um perigo se machucarem — alerta.

Em resposta ao jornal Hora, a Secretaria de Educação disse que as aulas iniciam nesta quarta para todas as crianças — incluindo as dez transferidas, como a filha de Diandra — apesar de as obras não estarem concluídas. No entanto, funcionários da creche disseram que colocar todas juntas não é o recomendado.

No entanto, conforme a prefeitura, "os alunos serão acolhidos nas outras salas até que a obra seja entregue, o que deve ocorrer em no máximo 30 dias". Até lá, a comunidade deverá novamente se mexer. Voluntários deverão ajudar nas obras para que a creche fique pronta o quanto antes.

Mato toma conta das gangorras da pracinha Foto: Betina Humeres / Agencia RBS


 
 

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