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Segurança10/02/2017 | 12h14Atualizada em 10/02/2017 | 15h31

Principal líder de facção na Grande Florianópolis é apontado como mandante de ataque em DPs

Na ação, outras quatro pessoas foram presas

Principal líder de facção na Grande Florianópolis é apontado como mandante de ataque em DPs Agência RBS / Agência RBS/Agência RBS
Da esquerda para a direita: delegados CLaudio Joca, Artur Nitz, Anselmo Cruz e Pedro Mendes Foto: Agência RBS / Agência RBS / Agência RBS

Durante a operação que prendeu os suspeitos de atacarem as delegacias do Norte da Ilha de Florianópolis entre a noite de quarta e a manhã de quinta-feira, a Polícia Civil conseguiu capturar a principal liderança do tráfico na região. Júlio César de Jesus Dias, de 33 anos, é apontado pelas investigações como o mandante do atendado da última noite. Conhecido nas comunidades como Cesinha, Júlio era procurado pela polícia desde a última semana suspeito de um duplo homicídio na Vargem Grande, no começo do mês. Além dele, outras quatro pessoas foram presas.

Natural do Paraná, conforme as investigações, desde que recebeu informações sobre o mandado de prisão, Júlio circulava por algumas comunidades da Grande Florianópolis. Morador do Papaquara, Cesinha também passou pelo Monte Cristo, na região continental da Capital, e José Nitro, em São José. Cesinha é, segundo a investigação, o principal nome de uma facção criminosa paulista na Grande Florianópolis.

Alguns dos crimes cometido no Norte da Ilha neste começo do ano, diz a polícia, teriam o envolvimento dele direta ou indiretamente. A investigação confirmou que Cesinha tem contato direto com os integrantes da facção em São Paulo. Ele chegou a ser transferido de Santa Catarina para a penitenciária federal de Mossoró. Ficou lá até novembro de 2015, quando retornou para a Penitenciária de São Pedro de Alcântara.

Três meses depois, em fevereiro do ano passado, teve sua pena extinta depois de cumprir boa parte dos 21 anos a que foi condenado em quatro processos diferentes. Desde então estava nas ruas. Antes de ficar detido aqui no Estado, ele também ficou preso no Paraná.

— Ele é apontado como a principal liderança da facção na rua hoje. Segundo as investigações, ele também tem contato com organizações criminosas de São Paulo — afirmou o delegado Cláudio Seixas Joca, da Divisão de Repressão ao Crime Organizado (Draco) da Deic. 

Conforme o delegado, os ataques que aconteceram em Florianópolis, Piçarras e Joinville têm ligação. No entanto, ainda não é possível afirmar que o grupo preso ontem foi o único responsável. Conforme o delegado, a partir de agora a polícia investigará a participação de outras pessoas nos atentados. 

— A gente já trocava informações com outras delegacias do Estado. Agora isso vai ser intensificado e vamos descobrir o que cada um dos presos ontem fizeram no atentado —  contou. 

Nesta manhã, após prestar depoimento, Júlio foi encaminhado para a audiência de custódia e deve retornar à Deic nesta tarde. Ele ficará à disposição da polícia para esclarecer outros crimes que aconteceram em Florianópolis nos últimos meses. Os delegados ainda não decidiram se devem pedir o isolamento de Cesinha em regime diferenciado de custódia.

Em depoimento, ele preferiu ficar calado e nenhum advogado se apresentou para defender os cinco presos.

Prisão ocorreu no fim da tarde de quinta-feira

Por volta das 17h de quinta-feira, em Florianópolis, a Diretoria Estadual de Investigações Criminais (DEIC) prendeu  os cinco suspeitos. Júlio, Diogo e Samanta estavam em uma residência na Vargem do Bom Jesus, entre Ingleses e Canasvieiras. Os outros três foram interceptados pela polícia após saírem da casa em um carro. Na tentativa de fuga, os suspeitos chegaram a atingir uma viatura da polícia. 

Perfil dos suspeitos:

Júlio César de Jesus Dias, 33 anos: conhecido como Cesinha, Júlio é natural do Paraná e, de acordo com a polícia, foi o mandante do atentado às delegacias. Responsável pelo tráfico de drogas no Estado, era o principal articulador na rua da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Investigação também aponta que Júlio tinha contato com o comando da organização em São Paulo. É acusado de ser o responsável pelo duplo homicídio na Vargem Grande no mês passado. Cesinha chegou a ficar preso na Penitenciária Federal de Mossoró até o final de 2015, quando retornou para Santa Catarina.

Sérgio da Silva Júnior, 19 anos: natural de Santa Catarina, Sérgio tem passagens pela polícia por tráfico de drogas. Na operação de ontem, por resistência à prisão, desacato e favorecimento. Estava dentro do carro interceptado pela polícia. 

Diogo do Prado Nunes, 19 anos: natural de São Paulo, Diogo estaria escondendo Júlio da polícia junto com a namorada, Samanta. Conforme informações da Deic, tem passagem policial por tráfico de drogas. 

Samanta dos Santos Custódio, 18 anos: namorada de Diogo, foi presa junto com o grupo na ação de quinta-feira. Sem passagens pela polícia, recebeu prisão em flagrante  por favorecimento com o crime organizado. 

Willian dos Santos Soares, 24 anos: do Rio Grande do Sul, Willian tem passagens pela polícia por tráfico de drogas e era considerado foragido por roubo. Foi preso na ação de ontem dentro do veículo interceptado pela polícia.

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