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Funcionalismo16/02/2017 | 10h00Atualizada em 16/02/2017 | 17h42

Servidores da Comcap decidem manter atividades em Florianópolis

Por outro lado, os trabalhadores apoiam a greve do restante da categoria

Servidores da Comcap decidem manter atividades em Florianópolis Cristiano Estrela / Agência RBS/Agência RBS
Assembleia terminou com trabalhadores contrários as paralisações Foto: Cristiano Estrela / Agência RBS / Agência RBS

Começou às 8h28min a assembleia dos trabalhadores da Companhia de melhoramento da Capital (Comcap), que decidiram manter as atividades.
Reunidos no pátio da empresa no bairro Estreito, em Florianópolis, os servidores optaram por não deflagrar a paralisação de 24 horas proposta pelo Sindicatos do Servidores Públicos da Capital (Sintrasem). Mesmo assim, o apoio aos demais servidores municipais, em greve há 30 dias, foi geral.

A votação após a fala de diversos servidores foi acirrada. Dos cerca de 1 mil trabalhadores no pátio, pouco mais da metade escolheu não parar. Um dos servidores, que preferiu não se identificar, afirmou à reportagem que mesmo com problemas gerados pela crise financeira da prefeitura, as greves prejudicam mais os servidores da Comcap do que qualquer outra categoria.

— A gente não está 100% com a empresa, mas sempre que a gente entra greve, quem mais sofre é a gente mesmo. E tem outra coisa, vir aqui fazer assembleia para apoiar a greve da cidade não vai trazer melhora para a gente. Isso é uma briga entre o sindicato e a prefeitura, que está quebrada.

Por outro lado, alguns servidores criticaram a prefeitura e a Comcap. Segundo um deles, a Comcap e os próprios empregados irão sofrer com as medidas propostas pela gestão de Gean Loureiro.

— Nós usamos a saúde e educação pública da cidade. Somos nós que sempre sofremos com esses pacotes. Essa lei atinge a gente também. A gente precisa se manifestar e se juntar aos professores e saúde. 

Segundo a direção da empresa, a dúvida que pairava sobre a Companhia ser terceirizada por meio das parcerias públicas privadas (PPP) foi esclarecida nesta quarta-feira, quando o prefeito enviou para a Câmara de Vereadores um projeto de lei esclarecendo que a Comcap não faz parte deste pacote.

Apesar dessa vitória, o Sintrasem afirmou que há outras reivindicações sendo feitas pelos empregados.

— Hoje, 40% da frota está parada por problemas mecânicos e faltas de peças. E tem outros problemas que trabalhadores vêm sofrendo e que estamos conversando com a empresa. Além disso, há outras formas de fazer com que a Comcap possa ser privatizada. O risco ainda não acabou — disse o presidente do sindicato, Alex Santos.

Foto: Cristiano Estrela / Agência RBS

Apesar da greve não ter sido deflagrada, os empregados da Comcap aprovaram a proposta de parcelamento das férias atrasadas que foram efetuadas entre 2007 e 2012. A sugestão será enviada para a Justiça, que deverá iniciar o acordo com os trabalhadores. Atualmente a Comcap tem 1,6 mil empregados CLTs concursados e recolhe por dia 500 toneladas.

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