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Parados16/02/2017 | 14h38Atualizada em 16/02/2017 | 21h08

Servidores mantém a greve por tempo indeterminado na Capital

Trabalhadores aprovaram a continuidade da paralisação em Florianópolis

Servidores mantém a greve por tempo indeterminado na Capital /
Trabalhadores aprovaram a continuidade da paralisação em Florianópolis. Foto: Leonardo Thomé - Agência RBS

Os servidores municipais de Florianópolis decidiram, mais uma vez, manter a greve por tempo indeterminado. A decisão foi tomada em assembleia realizada na tarde desta quinta-feira no centro da Capital. Com 32 dias de duração, esta já é a segunda greve mais longa da história da categoria, atrás de uma paralisação ocorrida no final da década de 1980, durante o governo de Edison Andrino (PMDB), que durou 45 dias. 

Após a assembleia, os servidores realizaram uma passeata pelas ruas centrais, que terminou em frente ao Terminal de Integração do Centro (Ticen). Segundo o sindicato da categoria (Sintrasem), esse foi o maior ato realizado desde o começo da greve, com nove mil pessoas. A Polícia Militar estimou entre três mil e quatro mil pessoas o número de participantes. Também estiveram presentes representantes sindicais do interior de Santa Catarina e de outros estados, além de lideranças do campo da esquerda, como a ex-presidenciável Luciana Genro (PSOL). 

Durante o ato, um representante do sindicato dos trabalhadores do transporte público (Sintraturb) afirmou que a categoria deve realizar uma paralisação na próxima semana em solidariedade aos servidores públicos. Mais cedo, pela manhã, os funcionários da Comcap tomaram decisão no sentido contrário, rechaçando a proposta de paralisar as atividades por 24 horas.

— A gente não está 100% com a empresa, mas sempre que a gente entra greve, quem mais sofre é a gente mesmo. E tem outra coisa, vir aqui fazer assembleia para apoiar a greve da cidade não vai trazer melhora para a gente. Isso é uma briga entre o sindicato e a prefeitura, que está quebrada — afirmou um dos trabalhadores que participou da assembleia no bairro Estreito e não quis se identificar.  

Em meio a isso, as negociações entre o sindicato e a prefeitura seguem emperradas. Nesta quinta-feira, o Executivo enviou um ofício ao Sintrasem, pedindo que a categoria seja informada dos avanços ocorridos nas reuniões realizadas entre sexta-feira e segunda-feira. Segundo o secretário de Administração, Everson Mendes, a categoria não foi devidamente comunicada durante as assembleia das propostas feitas pela prefeitura.

— Acreditamos que com o bom senso do sindicato, além do posicionamento do MPSC, que pediu o recomeço das aulas, e do posicionamento do TJSC, que declarou a ilegalidade do movimento, essa greve possa acabar — diz Mendes.

Nesta sexta-feira, expira o prazo de 48 horas dado pelo MPSC para que as partes cheguem a um acordo que levasse ao início das aulas na rede pública municipal. Caso não haja avanços, o promotor Daniel Paladino deve entrar com uma ação civil no Judiciário, pedindo restrições mais severas ao sindicato. 

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