Trump defende decreto migratório e denuncia justiça "politizada" - Geral - Jornal de Santa Catarina

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Estados Unidos08/02/2017 | 15h01Atualizada em 08/02/2017 | 15h01

Trump defende decreto migratório e denuncia justiça "politizada"

"Nossa segurança está em risco neste momento", afirmou o republicano sobre a suspensão da ordem que barrava a entrada de imigrantes no país

Trump defende decreto migratório e denuncia justiça "politizada" NICHOLAS KAMM/AFP
Foto: NICHOLAS KAMM / AFP
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O presidente Donald Trump classificou, nesta quarta-feira, de "politizada" a justiça dos Estados Unidos, que suspendeu seu decreto migratório, cujo destino depende agora de três juízes de um tribunal de apelações de San Francisco.

— Jamais quero dizer que um tribunal é parcial, portanto não direi que é parcial e ainda não temos uma decisão — disse Trump em uma reunião com a associação de comissários de polícia. — Mas os tribunais parecem estar tão politizados, e seria muito bom para nosso sistema de justiça que pudessem ler uma declaração e fazer o correto — acrescentou.

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O decreto de Trump fechou as fronteiras a todos os refugiados durante 120 dias, e de maneira indefinida aos refugiados sírios. Os cidadãos de Irã, Iraque, Líbia, Somália, Sudão, Síria e Iêmen têm sua entrada proibida por 90 dias.

— Nossa segurança está em risco neste momento — disse Trump ao defender sua medida, suspensa nacionalmente pelas cortes federais depois de ter sido implementada durante uma semana.

O presidente republicano, em sua terceira semana no poder, disse que inclusive "um mau estudante de ensino médio" estaria de acordo com sua leitura da lei, que proferiu em voz alta aos comissários.

— Se estes juízes quisessem, na minha opinião, ajudar a corte em termos de respeito à corte, fariam o que deveriam estar fazendo. É muito triste — disse Trump.

Os três juízes federais do Nono Circuito de Apelações determinarão nesta semana se a suspensão está mantida ou se o decreto voltará a entrar em vigor.

O Departamento de Justiça, que representa o governo, argumentou que o decreto fazia parte das atribuições de Trump, afirmando que é "um critério de segurança nacional que tradicionalmente é concedido ao âmbito político e ao presidente".

Seus críticos advertem que a ordem viola a Constituição.

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*AFP

 
 

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