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Protestos20/04/2017 | 10h39Atualizada em 20/04/2017 | 10h41

Anistia Internacional e UE alertam para a violência na Venezuela

Na quarta-feira, dois jovens morreram durante protestos contra o governo de Nicolás Maduro

Anistia Internacional e UE alertam para a violência na Venezuela RONALDO SCHEMIDT/AFP
Líder da oposição Henrique Capriles e manifestantes se protegem das bombas de gás lançadas pela polícia Foto: RONALDO SCHEMIDT / AFP
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A Anistia Internacional e a União Europeia alertaram, nesta quinta-feira, que o ciclo de violência e repressão na Venezuela ameaça a vida da população no país. A declaração ocorre depois da morte de dois rapazes e um militar na mobilização de quarta-feira contra o governo de Nicolás Maduro.

"A onda de violência e de repressão durante as manifestações na Venezuela está mergulhando o país em uma crise de difícil volta atrás e que ameaça a vida e a segurança da população", assinalou a organização em um comunicado divulgado em Buenos Aires.

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A diretora executiva da Anistia Internacional, Mariela Belski, afirmou que "é inaceitável" que os venezuelanos se encontrem perigo ou "fiquem expostos à repressão descontrolada das forças de segurança" ao sair às ruas.

— É um direito de expressão, não um direito qualquer, mas o mais importante de toda a estrutura democrática — disse Mariela.

A União Europeia, por sua vez, condenou os atos de violência registrados na Venezuela e pediu uma "desescalada" no país.

— Pedimos a todos os venezuelanos que se unam para fazer uma desescalada da situação e achar soluções democráticas dentro da Constituição — indicou a porta-voz da UE, Nabila Massrali.

Com bombas de gás lacrimogêneo, tropas de choque bloquearam na quarta-feira a gigantesca marcha contra o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, em Caracas, onde estouraram focos de violência que causaram a morte de uma jovem de 23 anos e de um adolescente de 17.

Com estas duas vítimas, sobe para sete o número de mortos em três semanas de protestos, com os quais a oposição exige eleições gerais para tirar Maduro do poder.

O presidente é acusado de mergulhar o país rico em petróleo em uma severa crise econômica e política.

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*AFP

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