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Educação20/04/2017 | 19h35Atualizada em 20/04/2017 | 19h35

Após 25 dias, termina greve dos servidores municipais de São José

Funcionários retornam ao trabalho na próxima segunda-feira, após o feriadão de Tiradentes

Após 25 dias, termina greve dos servidores municipais de São José TJSC/Divulgação
Prefeita Adeliana Dal Pont durante audiência de conciliação no TJSC Foto: TJSC / Divulgação

Em assembleia na tarde desta quinta-feira (20), os servidores da Prefeitura de São José decidiram encerrar a greve iniciada no dia 27 de março. Antes, Executivo e o sindicato da categoria (sintram-SJ) se reuniram por cerca de três horas em uma audiência de conciliação no Tribunal de Justiça conduzida pela desembargadora Janice Goulart Garcia Ubialli. Os funcionários retornam ao trabalho na próxima segunda-feira, após o feriadão de Tiradentes.

No entanto, a cláusula de limite prudencial dos gastos, motivo inicial da paralisação, continua mantida no projeto de lei que será encaminhado à Câmara de Vereadores. O texto trata do plano de carreira dos professores e prevê gasto máximo de 51,3% do orçamento do Município para a folha dos servidores. O Sintram exigia outras medidas de contenção de gastos para aceitar a cláusula, providências que o Executivo garante estar tomando.

Durante a audiência de conciliação, a prefeita Adeliana Dal Pont argumentou que o crescimento da folha é de 5% ao ano, mas a receita não acompanha:

— A administração municipal não pode arcar com mais R$ 600 mil por mês, que é o valor dos 10% a mais na regência (de classe). Não há como dar novos benefícios aos servidores sem a cláusula de barreira.

Na mesa de negociação, o sindicato propôs que a prefeitura não contratasse mais cargos comissionados. Adeliana não abriu mão de novas contratações:

— Eu tenho que inaugurar a Policlínica da Forquilhinha, que possui quatro andares. Como vamos abri-la sem contratar novos servidores e aumentar o gasto com a folha de pagamento?

Presidente do Sintram-SJ, Marcos Aurélio dos Santos, durante audiência de conciliação no TJSC Foto: TJSC / Divulgação

Para o presidente do Sintram-SJ, Marcos Aurélio dos Santos, a conciliação foi importante para que a categoria tenha direitos mantidos:

— Nós consideramos a greve vitoriosa primeiro no sentido de que voltamos a trabalhar e a cidade vai voltar a normalidade. Segundo porque fizemos com que a prefeita pense duas vezes antes de retirar direito dos servidores.

Com relação à multa diária de R$ 40 mil por descumprimento à decisão que considerou a greve ilegal e que passou a valer na última terça-feira (18), a prefeitura não retirou a ação, mas o sindicato informa que a desembargadora Janice irá considerar nula a penalidade no momento em que os servidores voltarem ao trabalho.

Já o ponto dos dias parados foi cortado nos cinco dias de março. No mês de abril, não haverá cortes desde que os dias letivos sejam repostos. O Sintram-SJ afirma que a prefeitura irá rodar uma folha complementar para o pagamento dos dias de março, informação que não é confirmada pela assessoria de imprensa do Executivo.

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