Carolina Bahia: "Próximo item da reforma a sofrer adaptação será a aposentadoria das mulheres" - Geral - Jornal de Santa Catarina

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Opinião10/04/2017 | 07h01

Carolina Bahia: "Próximo item da reforma a sofrer adaptação será a aposentadoria das mulheres"

O governo Temer só vai começar a desenhar o mapa de previsão de votos sobre a reforma da Previdência depois da votação do relatório na comissão especial. Com as mudanças no texto, em especial nas regras para o trabalhador rural, a crença é que a pressão das bases vai diminuir em cima dos deputados e que as negociações poderão fluir para a aprovação no plenário no começo de maio. Deputados aliados ao governo, consultados pela coluna, reconheceram que neste final de semana a cobrança dos eleitores já foi menor. Isso porque a impressão é que o Planalto continuará cedendo e que sobrará da reforma apenas a idade mínima de 65 anos. Questionado, o ministro Eliseu Padilha (Casa Civil), que está à frente das articulações, rebate:

- Estão enganados. Com o que o relator vai modificar, haverá perda de no máximo 20% do projeto original. Teremos uma reforma.

Embora exista resistência dentro do próprio governo, o próximo item a sofrer adaptação, com regras diferenciadas, será a aposentadoria das mulheres, trabalhadoras urbanas. Dentro da comissão especial, o governo conta com aprovação tranquila do relatório. Quem já começou a fazer conta, no entanto, sustenta que ainda não há vitória garantida no plenário.


Para depois
Os militares vão mesmo ficar de fora do texto da reforma da Previdência. O que poderá ocorrer é a criação de uma legislação especial, que está sendo negociada, e que será votada em um segundo momento. Serão regras específicas.


Pela tangente
Deputados aliados ao governo defendem que Temer acelere as mudanças nas regras trabalhistas. Neste caso, alegam os parlamentares, a pressão dos eleitores é menor do que no caso da Previdência. Hoje, a comissão da reforma trabalhista promove audiências públicas em Santa Catarina, São Paulo e Bahia.


Coelhinho da Páscoa
O presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM-RJ) marcou sessões de segunda a quarta-feira, devido ao feriado da Páscoa. Mas é tradição o baixo quórum nas segundas, mesmo quando há convocação. Como abril é um mês recheado de feriados, fica a dúvida se Maia conseguirá garantir as presenças necessárias com o corte do ponto, ou se teremos um mês sem votações importantes.

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