Cooperativa com matriz em Xanxerê, no Oeste de SC, leva quatro unidades a leilão  - Geral - Jornal de Santa Catarina

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AGRONEGÓCIO19/04/2017 | 21h46Atualizada em 19/04/2017 | 21h46

Cooperativa com matriz em Xanxerê, no Oeste de SC, leva quatro unidades a leilão 

Unidades de abate e processamento de suínos, de processamento de grãos e fábrica de ração podem ser arrematadas em maio 

Cooperativa com matriz em Xanxerê, no Oeste de SC, leva quatro unidades a leilão  Vanderlei Techio/Divulgação
Frigorífico Unibon, em Xanxerê, é avaliado em R$ 28,5 milhões Foto: Vanderlei Techio / Divulgação
Diário Catarinense
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As unidades industriais ligadas à cooperativa Cooperxanxerê serão levadas a leilão no próximo dia 18 de maio, em Chapecó, no Oeste do Estado. Os cooperados pretendem vender as quatro áreas de operação atuais em um único leilão, com arremate em bloco. Assim, quem oferecer o melhor preço assumirá o controle das duas unidades em Xanxerê, além das plantas no Paraná e no Mato Grosso do Sul. 

O valor mínimo para o arremate é de R$ 137,5 milhões. Se não houver interessados, as mesmas unidades devem ser leiloadas individualmente em nova data. A venda dos chamados ativos da cooperativa representa o desfecho de um processo de liquidação extrajudicial iniciado em março do ano passado. 

Segundo o advogado Anderson Piaseski, representante jurídico da Cooperxanxerê, as dívidas da cooperativa já somam aproximadamente R$ 120 milhões. O cenário econômico, as mudanças no câmbio e a alta no preço dos grãos foram fatores que contribuíram para a instabilidade financeira do grupo.

—Ainda não temos um cálculo de credores consolidado, os R$ 120 milhões são uma estimativa. A expectativa é de que a venda cubra o valor da dívida e o que sobrar seja administrado pelos cooperados — diz Piaseski.

Quem comprar as unidades da cooperativa não herdará as dívidas já formalizadas. Conforme Piaseski, os futuros donos vão assumir as operações a partir de uma razão social diferente. O período de transição do controle para os próximos gestores deve variar entre 90 a 120 dias. 

Apesar da dívida milionária, a atual gestão da cooperativa informa ter mantido empregos e melhorado os indicadores nos últimos meses. Hoje, a Cooperxanxerê mantém cerca de 600 funcionários e 150 associados. A cooperativa está habilitada para exportar suínos para os mercados como o da Argentina, Uruguai, Paraguai, Cuba, Equador e Hong Kong. 

Os responsáveis pela condução da cooperativa no processo de liquidação garantem que precauções foram tomadas para que as atividades e operações da Cooperxanxerê sejam mantidas após o leilão. O investimento mais recente dos cooperados foi a marca Satiare, com área de produção em Nova Prata do Iguaçu (PR) para a industrialização de carnes. 

A unidade foi projetada para que os produtos da marca alcancem países do Mercosul e está habilitada para a chamada lista geral. Trata-se da unidade mais valiosa na lista do leilão, avaliada em R$ 43,1 milhões. 

O LEILÃO
Dia 18 de maio, no Auditório 1 da Associação Comercial e Industrial de Chapecó.

HISTÓRICO
Fundada em janeiro de 1997 por um grupo de suinocultores de Xanxerê e região. Iniciou com armazenamento, beneficiamento e comercialização de cereais e suínos. Mais tarde, aderiu ao sistema de integração e parcerias com suinocultores, com produção de animais para reprodução e comercialização de sêmen. Em 2000 foi construída a fábrica de ração. Além dos cooperados, incorporou outras unidades, Unibon e indústria de embutidos Satiare, além da fábrica de ração própria.  

ESTRUTURA
Mais de 150 associados e cerca de 600 funcionários. 

VALOR
O arremate mínimo é de R$ 137,5 milhões 

UNIDADES EM LEILÃO
Sede administrativa em Xanxerê: escritório, armazenamento, beneficiamento e comercialização de cereais e fábrica de rações. 
Capacidade: 5 mil toneladas de armazenagem de grãos/dia, 350 toneladas de  beneficiamento de grãos/dia e 270 toneladas de ração/dia. 
Avaliação: R$ 33,1 milhões.  

Frigorífico Unibon em Xanxerê: abate e industrialização de suínos.
Capacidade: 1.047 suínos no abate/dia e 600 desossas suínos/dia.
Avaliação: R$ 28,5 milhões

 Unidade Satiare Alimentos em Nova Prata do Iguaçu (PR): indústria de alimentos processados.
Capacidade: 3 mil toneladas/mês.
Avaliação: R$ 43,1 milhões. 

 Unidade Dourados/MS: armazenamento, beneficiamento e comercialização de cereais e fábrica de rações.
Capacidade: 15 mil toneladas de armazenagem de grãos/dia, 700 toneladas de beneficiamento de grãos/dia, 150 toneladas de ração/dia.
Avaliação: R$ 32,6 milhões. 

 
 

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