Diretor da Peccin, de Jaraguá do Sul está entre os 63 pessoas indiciados pela Polícia Federal na Carne Fraca - Geral - Jornal de Santa Catarina

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Operação16/04/2017 | 16h22Atualizada em 16/04/2017 | 16h31

Diretor da Peccin, de Jaraguá do Sul está entre os 63 pessoas indiciados pela Polícia Federal na Carne Fraca

Normelio Peccin Filho é diretor do frigorífico Peccin Agro Industrial com filial na cidade catarinense

Diretor da Peccin, de Jaraguá do Sul está entre os 63 pessoas indiciados pela Polícia Federal na Carne Fraca Reprodução/Reprodução
Normelio Peccin filho, diretor do frigorífico Peccin Agro Industrial, realizou exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML) de Joinville  Foto: Reprodução / Reprodução

A Polícia Federal (PF) indiciou 63 pessoas no final da tarde deste sábado, envolvidas na operação Carne Fraca. A ação foi deflagrada em 17 de março em Santa Catarina e mais seis estados do País. Entre os indiciados está Normelio Peccin Filho, diretor do frigorífico Peccin Agro Industrial, com filial localizada no bairro Santa Luzia em Jaraguá do Sul.

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Os denunciados no processo poderão responder pelos crimes de advocacia administrativa, concussão, corrupção passiva, crime contra a ordem econômica, emprego de processo proibido ou de substância não permitida, falsidade de atestado médico, falsidade, corrupção, adulteração de substância ou produtos alimentícios, organização criminosa, peculato, prevaricação, uso de documento falso e violação de sigilo funcional.

O indiciamento foi assinado por Maurício Moscardi Grillo, delegado da PF. O juiz federal Marcos Josegrei da Silva, da 14ª Vara Federal de Curitiba, já intimou o Ministério Público Federal (MPF) para se manifestar em cinco dias.

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A operação Carne Fraca busca desmantelar uma organização criminosa que receberia propinas pagas por executivos ou diretores de empresas do agronegócio para aliviar a fiscalização sanitária dos produtos. Isso resultava produtos alimentícios adulterados, impróprios para o consumo humano, circulando nos mercados interno e externo. 

A organização seria liderada por fiscais que ocupam cargos de chefia e administração da superintendência do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) no Paraná.

O delegado da PF ressaltou que para deixar de cumprir a fiscalização, "agentes públicos solicitam e recebem desde dinheiro até ¿ovos¿ e ¿botas de borracha¿ de empresários envolvidos no esquema¿. A Polícia Federal também concluiu com a conclusão do inquérito que foi possível verificar, ainda, que muitos desses agentes públicos corruptos se valiam de seus familiares para lavar o dinheiro recebido dos empresários, possuindo patrimônio totalmente incompatível com suas rendas.

Empresa permanece fechada

A empresa com sede em Curitiba e filial em Jaraguá do Sul é suspeita de adulterar a produção de embutidos. Há indícios de ácido sórbico — um conservante alimentar proibido — era utilizado nos produtos. A indústria fabricava salsichas e presuntos termoprocessados, bem como linguiças frescais — aquelas de churrasco — para a marca Italli Alimentos (própria da empresa) e várias outras do mercado. A indústria permanece fechada desde que a operação foi deflagrada.

No início deste mês, aproximadamente 177 funcionários da Peccin foram demitidos. A alternativa foi a melhor saída encontrada por trabalhadores do administrativo da empresa para garantir o retorno financeiro aos colaboradores. As contas da Peccin estão bloqueadas e os funcionários não estavam recebendo adiantamentos e salários desde o início das ações da PF. Os trabalhadores ainda aguardam o pagamento das verbas rescisórias.

A Peccin foi procurada pela reportagem para falar sobre o caso, mas até o momento não se pronunciou sobre o processo e nem indicou o advogado de defesa para falar sobre o fato. 

 
 

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