Em conversa com Trump, presidente da China defende "solução pela via pacífica" com a Coreia do Norte - Geral - Jornal de Santa Catarina

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Diplomacia12/04/2017 | 07h08Atualizada em 12/04/2017 | 07h08

Em conversa com Trump, presidente da China defende "solução pela via pacífica" com a Coreia do Norte

Na terça-feira, o republicano ameaçou resolver o "problema" do regime norte-coreano com ou sem a ajuda chinesa

Em conversa com Trump, presidente da China defende "solução pela via pacífica" com a Coreia do Norte JIM WATSON/AFP
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A China pediu calma, nesta quarta-feira, a Donald Trump em relação à Coreia do Norte, depois que o presidente norte-americano ameaçou "resolver" sozinho o "problema". Em meio às tensões, o regime norte-coreano afirmou que está preparado para a "guerra".

Em conversa por telefone com Trump, o presidente chinês, Xi Jinping, defendeu uma solução pacífica para a crise sobre o o programa nuclear e balístico da Coreia do Norte, informou a TV estatal em Pequim. Na terça-feira, o republicano havia afirmado que está decidido a resolver a questão norte-coreana com ou sem a ajuda da China.

"A Coreia do Norte busca problemas. Se a China decidir ajudar, isso será genial. Se não, resolveremos o problema sem eles!", escreveu Trump no Twitter.

Xi, que se reuniu na semana passada com Trump na Flórida, insistiu na conversa telefônica na necessidade de "manter a paz e a estabilidade" na península coreana. O presidente chinês disse que está disposto a "manter a comunicação e a coordenação" com os Estados Unidos.

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O presidente americano também pareceu vincular as negociações comerciais entre as duas grandes potências econômicas mundiais com a questão norte-coreana.

"Expliquei ao presidente da China que um acordo comercial com os Estados Unidos será muito melhor para eles se resolverem o problema norte-coreano"!", completou Trump

Washington anunciou, no fim de semana, o envio de um grupo aeronaval americano, incluindo o porta-aviões USS Carl Vinson, para a península da Coreia. A decisão, anunciada imediatamente depois do ataque americano para punir a Síria, foi interpretada como uma tentativa de demonstrar força por parte da administração Trump.

A Coreia do Norte, por sua vez, denunciou o que chamou de envio "insensato" da Marinha americana e advertiu que Pyongyang está preparado para responder com "a poderosa força das armas" se for necessário.

"A mobilização sem sentido americana para invadir a RPDC alcançou uma fase preocupante", disse um porta-voz do ministério norte-coreano das Relações Exteriores, citado pela agência oficial KCNA, utilizando o nome oficial do país (República Popular Democrática da Coreia).

A RPDC "está preparada para atuar, qualquer que seja o tipo de guerra que deseje os Estados Unidos", completou.

"Nosso potente exército revolucionário acompanha de perto todos os movimentos dos elementos inimigos e nosso mira nuclear aponta para as bases de invasão americanas, não apenas na Coreia do Sul e no Pacífico, mas também no território americano", ameaçou o jornal estatal Rodong Sinmun.

Uma série de recentes testes de mísseis norte-coreanos alimentou os temores de Washington de que Pyongyang possa ter pronto um míssil balístico intercontinental capaz de descarregar uma ogiva nuclear sobre território americano.

Nessas especulações, considera-se também que a Coreia do Norte possa realizar um teste nuclear para comemorar o 105º aniversário de seu fundador, Kim Il-Sung, no sábado.

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*AFP

 
 

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