Ideli Salvatti teria recebido R$ 300 mil da Odebrecht a pedido de Carlito Merss - Geral - Jornal de Santa Catarina

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 Delações12/04/2017 | 08h04Atualizada em 13/04/2017 | 11h52

Ideli Salvatti teria recebido R$ 300 mil da Odebrecht a pedido de Carlito Merss

Pagamento teria sido feito nas eleições de 2010, quando catarinense era candidata ao Governo Estadual

Ideli Salvatti teria recebido R$ 300 mil da Odebrecht a pedido de Carlito Merss Daniel Conzi/Agência RBS
Foto: Daniel Conzi / Agência RBS

A petição número 6754 assinada pelo ministro Edson Fachin, relator da Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), aponta o suposto pagamento de R$ 300 mil do grupo Odebrecht para a ex-ministra Ideli Salvatti (PT) nas eleições de 2010, quando ela era candidata ao governo de Santa Catarina. Segundo as delações dos ex-diretores da Odebrecht Valter Luis Arruda Lana e Benedicto Barbosa da Silva Júnior, o repasse teria sido um pedido do também petista Carlito Merss, ex-prefeito de Joinville. O caso será analisado pela Justiça Federal catarinense.

No despacho que declina a competência da suspeita sobre os petistas para a Justiça Federal de Santa Catarina, Fachin afirma: 

"Atendendo pedido realizado pelo ex-prefeito do Município de Joinville/SC, Carlito Merss, o Grupo Odebrecht efetuou o repasse de R$ 300.000,00 (trezentos mil reais) em favor de Ideli Salvatti, a pretexto de sua campanha eleitoral para o governo do Estado de Santa Catarina, recursos que não teriam sido contabilizados."

Nas eleições de 2010, Ideli ficou na terceira colocação, atrás de Ângela Amin (PP) e do governador eleito Raimundo Colombo, então do DEM. 

Ideli já foi citada em outras delações da operação Lava-Jato. Na mais recente, em janeiro do ano passado, o ex-diretor da Petrobrás, Nestor Cerveró, afirmou que Ideli tratou diretamente da renegociação de uma dívida de cerca de R$ 90 milhões da empresa catarinense Transportes Dalçóquio com a BR Distribuidora, um braço da estatal de petróleo. Na época, Cerveró disse que a petista teria recebido propina pela ajuda. 

Procurada pela reportagem, a ex-ministra Ideli Salvatti afirmou que não se encontrou com o delator, e não pediu nem recebeu dinheiro do delator. 

Sobre a delação de Cerveró, Ideli se manifestou por meio de nota:

"No que se refere a minha pessoa, a delação do Cerveró se confirmou como uma deslavada mentira e foi sumariamente arquivada. Mantenho-me absolutamente tranquila e à disposição das autoridades para prestar qualquer esclarecimento e com a certeza, de que como no caso da falsa delação do Cerveró, comprovarei que as doações à minha campanha eleitoral ao governo de Santa Catarina em 2010 foram declaradas e aprovadas pelos órgãos competentes, e que minha conduta pública é regida pelos princípios da ética, moral e legalidade."

Em março de 2016, a Justiça Federal do Paraná divulgou a lista com mais de 200 nomes de políticos incluídos em um sistema de propinas da Odebrecht. Na ocasião, Carlito Merss aparecia nos documentos apreendidos na casa de delatores como receptor de R$ 100 mil para as eleições de 2012. Na mesma lista também são citados os catarinenses Raimundo Colombo (PSD), Cesar Souza Jr (PSD), Antonio Ceron (PSD), Carlito Merss (PT), Jaison Cardoso (PSDB) e Roberto Carlos de Sousa (PSDB). 

O ex-prefeito de Joinville, Carlito Merss também foi procurado pelo DC, mas não retornou.

Veja a delação de Benedicto Junior

Leia a petição

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