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Crise humanitária20/04/2017 | 07h50Atualizada em 20/04/2017 | 11h59

Operação para retirar moradores de cidades sitiadas é suspensa na Síria

Mais de 3 mil sírios tiveram o deslocamento bloqueado à espera da liberação de prisioneiros pelo regime de Bashar al-Assad

Operação para retirar moradores de cidades sitiadas é suspensa na Síria OMAR HAJ KADOUR/AFP
Na quarta-feira, 3 mil refugiados foram retirados de cidades leais ao governo Foto: OMAR HAJ KADOUR / AFP
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Mais de 3 mil sírios de localidades sitiadas permaneciam bloqueados, nesta quinta-feira, na região de Aleppo, no norte do país, após a retirada de moradores ser suspensa para a espera da libertação de prisioneiros pelo regime de Bashar al-Assad. 

Na quarta-feira, de acordo com a ONG Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), 3 mil refugiados foram retirados de cidades leais ao governo, como Fua e Kafraya, sitiadas há dois anos pelos rebeldes na província de Idleb, no noroeste da Síria.

Ao mesmo tempo, respeitando um acordo entre o governo e representantes da oposição, 300 pessoas, a maioria combatentes, deixaram as localidades rebeldes de Zabadani, Serghaya e Jabal Sharqi, na província de Damasco, segundo o OSDH.

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Dois comboios com quase 60 ônibus estavam bloqueados nesta quinta-feira. Os veículos com moradores e combatentes de Fua e de Kafraya estavam estacionados em Rashidin, subúrbio rebelde de Aleppo, utilizado como zona de trânsito.

Os ônibus do segundo comboio estão detidos em Ramusa, controlada pelo regime, ao sul de Aleppo.

"A saída dos ônibus está condicionada à libertação de prisioneiros das penitenciárias do regime", explicou o OSDH. "Os ônibus não devem partir antes da libertação de 750 prisioneiros detidos nas penitenciárias do regime e de sua chegada aos setores rebeldes", completou a ONG.

O acordo concluído pelas duas partes prevê a libertação de 1,5 mil detentos das prisões do regime em paralelo às duas fases da operação. Uma segunda fase do acordo está prevista para junho, segundo os termos do pacto de retirada de 30 mil pessoas.

No sábado, a primeira operação de retirada terminou em um massacre quando um carro-bomba explodiu diante dos ônibus haviam saído de Fua e de Kafraya. Ao menos 126 pessoas morreram, incluindo 68 crianças, segundo o OSDH.

O regime de Bashar al-Assad acusou os rebeldes, que negaram qualquer responsabilidade e condenaram o atentado, que não foi reivindicado.

O destino final dos habitantes das localidades rebeldes, segundo o acordo, é a província de Idleb (noroeste), controlada pelos rebeldes e jihadistas. Os moradores de Fua e de Kafraya transitam por Aleppo antes de seguir para as províncias de Damasco e Latakia (oeste).

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*AFP

 
 

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