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Refugiados19/04/2017 | 07h59Atualizada em 19/04/2017 | 08h04

Síria reinicia a retirada de moradores de cidades sitiadas

Evacuação foi retomada após uma interrupção de vários dias motivada por um atentado contra um comboio de ônibus que deixou 126 mortos

Síria reinicia a retirada de moradores de cidades sitiadas OMAR HAJ KADOUR/AFP
Civis sírios são evacuados em ônibus das zonas controladas pelo regime de Bashar al-Assad  Foto: OMAR HAJ KADOUR / AFP
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A evacuação de várias cidades sitiadas na Síria foi retomada, nesta quarta-feira, após uma interrupção de vários dias em consequência de um atentado que deixou mais de 100 mortos.

— O processo recomeçou com 3 mil pessoas de Fua e Kafraya (cidades leais ao governo sírio), retiradas durante o amanhecer, e quase 300 de Zabadani e outras duas localidades rebeldes — afirmou Rami Abdel Rahman, diretor da ONG Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

Dez ônibus procedentes de Fua e Kafraya chegaram às 4h locais (22h de terça-feira, no horário de Brasília) a Rachidin, subúrbio rebelde de Aleppo, utilizado como zona de trânsito na primeira operação de retirada.

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A operação foi interrompida depois do violento atentado contra um comboio de ônibus que deixou pelo menos 126 mortos, incluindo 68 crianças, procedentes das localidades de Fua e Kafraya.

O processo foi retomado nesta quarta-feira sob rígidas medidas de segurança, com dezenas de combatentes rebeldes protegendo os ônibus.

A retirada dos moradores havia começado na sexta-feira passada, após um acordo mediado pelo Catar, que apoia os rebeldes, e o Irã, aliado do regime do presidente sírio Bashar al-Assad.

Quase 5 mil civis e militares leais ao governo deixaram as cidades de Fua e Kafraya, ao mesmo tempo que 2,2 mil civis e combatentes abandonaram Zabadani e Madaya, duas localidades rebeldes próximas a Damasco.

Com a retirada desta quarta-feira, chega ao fim a primeira etapa do processo de evacuação. A segunda fase deve acontecer dentro de dois meses, estipula o acordo. 

Desde 2011, a guerra na Síria deixou mais de 320 mil mortos, além de milhões de deslocados e refugiados.

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*AFP

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