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Alvo da PF12/05/2017 | 10h59Atualizada em 12/05/2017 | 11h33

Bullish é sexta operação que mira a JBS

Deflagrada nesta sexta, investigação analisa supostas irregularidades no repasse de R$ 8,1 bilhões do BNDES à empresa

Estadão Conteúdo
Estadão Conteúdo

A holding J&F, controladora da JBS, Eldorado, Alpargatas, Vigor, Banco Original, Oklahoma e Canal Rural, entre outras empresas, é alvo recorrente de Operações da Polícia Federal (PF), incluindo a Bullish, deflagrada nesta sexta-feira (12). A companhia ainda não se pronunciou sobre a operação desta sexta-feira.

Veja as operações mais recentes que miraram a empresa:

Maio de 2017
A Operação Bullish investiga supostas irregularidades no repasse de R$ 8,1 bilhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) à JBS, mas na quinta-feira (11) a própria PF fez uma ação de busca e apreensão na planta de celulose da Eldorado, em Três Lagoas (MS) na quarta fase da Operação Lama Asfáltica, iniciada em 2015.

Janeiro de 2017
Operação Cui Bono apurou o suspeitas de irregularidades de pagamento de propina na liberação de financiamento de R$ 4,3 bilhões da Caixa Econômica Federal para empresas, entre elas as da holding J&F.

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Março de 2017
A JBS foi ainda citada na Operação Carne Fraca, divulgada em março deste ano que investigou corrupção e fraudes envolvendo fiscais do Ministério da Agricultura e empresários e funcionários de frigoríficos e empresas de carnes processadas. 

A companhia deve divulgar resultado financeiro do primeiro trimestre de 2017 na próxima segunda-feira (15), que provavelmente será afetado pela operação Carne Fraca.

Setembro de 2016
Outra grande operação, a Greenfield ocorreu em setembro, e investigou desvios de R$ 8 bilhões nos fundos de pensão Funcef, Petros, Previ e Postalis. À época, Joesley e o irmão Wesley Batista foram alvos de conduções coercitivas à sede da PF. Assim como ocorreu nesta sexta-feira na Bullish, Joesley estava fora do País.

Ainda em setembro do ano passado, os irmãos foram afastados no comando da companhia, que foi assumido pelo outro irmão José Batista Júnior, mas logo em seguida retomaram o controle após firmarem um acordo com o Ministério Público Federal. O acordo firmado previa o pagamento em juízo de R$ 1,5 bilhão.

Julho de 2016
No ano passado, em 1º de julho, a PF realizou outra operação, no âmbito da Lava-Jato, de busca na sede da J&F, na Eldorado. A holding havia sido citada em delação premiada do ex-vice-presidente da Caixa, Fábio Cleto, sobre o recebimento de propinas em grupos empresariais que obtiveram aportes milionários do Fundo de Investimento do FGTS (FI-FGTS). No dia, a PF realizou também buscas na residência de Joesley Batista, presidente da holding.

 
 

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