Depois de dois meses interditadas, três escolas do Sul do Estado reabriram nesta quarta-feira - Geral - Jornal de Santa Catarina

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Educação10/05/2017 | 22h30

Depois de dois meses interditadas, três escolas do Sul do Estado reabriram nesta quarta-feira

Cerca de 900 alunos de duas escolas de Sombrio e uma de Balneário Gaivota retomaram as atividades. Outros três colégios interditados devem reabrir na semana que vem

Depois de dois meses interditadas, três escolas do Sul do Estado reabriram nesta quarta-feira Caio Marcelo/Especial
Depois de quase dois meses à espera da solução, Escola Normélio Cunha retomou a rotina ontem. Foto: Caio Marcelo / Especial

Após 54 dias longe da sala de aula, alunos foram recebidos um a um com beijos e abraços pela diretora Janine Steckert. A Normélio Cunha foi uma das três escolas reabertas ontem, depois de ter sido interditada na metade de março. A Governador Irineu Bornhausen, também de Sombrio, e a Professora Doralina Clezar da Silva, de Balneário Gaivota, foram as outras duas unidades que voltaram às atividades, totalizando quase 900 alunos. Outros quatro colégios do Sul do Estado seguem interditados por falta de alvarás e por problemas estruturais, deixando quase 2,5 mil estudantes sem aulas.

– Depois que saiu a decisão da reabertura, fizemos uma força-tarefa para avisar todos os pais. E deu tudo certo. Eu só queria ver a escola cheia de novo e o trabalho agora vai ser de conversa, sala por sala, para que os alunos reconheçam as melhorias e ajudem a preservar a escola, que é deles – diz Janine.

Pelos corredores, os estudantes se cumprimentam e falam sobre as melhorias no prédio, que antes da interdição abrigava 440 alunos em três turnos do 1o ano do ensino fundamental até o 3º ano do ensino médio. Alguns estudantes acabaram pedindo transferência com medo de perder o ano, mas quem permaneceu está feliz com as melhorias.

– Muito conteúdo foi perdido. Estamos praticamente sem nota. Até se readaptar leva um tempo, mas foi bom voltar e ver as coisas no lugar. Tudo em ordem, banheiros com papel toalha, sabonete, ventiladores, as luzes – afirma Paloma da Silva Pires, de 15 anos, aluna do 2º ano.

Pais e professores estão aliviados com o retorno das aulas, apesar do temor pelo tempo parado, que pode prejudicar o rendimento escolar. Professora e mãe de um aluno do primeiro ano do ensino médio, Vanderleia Silvano e família estão de volta à rotina. O calendário de aulas ainda não está definido, e cada escola deverá adaptá-lo com a orientação de Gerência Regional de Educação (Gered) de Araranguá.

– Fiquei preocupada, pois se demorasse um pouco mais, poderia perder o ano. Alguns alunos que pediram transferência já querem voltar, porque a escola reabriu. Foi um período difícil, mas por outro lado voltamos para uma escola com estrutura melhor e sem riscos para todos — avalia Vanderleia, professora de inglês e português.

 A diretora Janine Steckert recebeu os alunos um a um no portão Foto: Caio Marcelo / Especial

Documentação deve ser entregue até amanhã para receber alvarás

Além do retorno das aulas em algumas unidades, na manhã de ontem outras três escolas receberam equipes do Corpo de Bombeiros e da Vigilância Sanitária para uma pré-vistoria. Os profissionais vão avaliar como está o andamento das adequações exigidas pelo Ministério Público de Santa Catarina, autor das ações que pediram a interdição das sete escolas.

As equipes continuam os trabalhos de adequação para conseguir os alvarás dos bombeiros, de saúde e de funcionamento. Já as obras maiores, como cobertura de ginásio de esportes, ampliação no número de banheiros, entre outras, têm orçamento previsto em licitação e poderão ser feitas com as aulas em andamento. 

A meta do técnico da Secretaria de Estado da Educação, José Hipólito da Silva, é entregar a documentação e os laudos exigidos pelo Ministério Público até amanhã, para que as aulas possam voltar na semana que vem.

Alunas Paloma da Silva Pires, 15 anos, e Bianca de Freitas, 16 anos, comemoraram o retorno às aulas Foto: Caio Marcelo / Especial

Alunos da Catulo serão redistribuídos pela região

O prédio alugado, usado para abrigar os alunos da escola Catulo da Paixão Cearense, em Sombrio, não passará por reformas e ficou de fora das licitações. O foco está no prédio pertencente ao Estado, interditado desde o início de 2015, e que passará por obras no valor de R$ 3,8 milhões. 

Os cerca de 300 alunos serão remanejados a outros dois locais. Assim que for reaberta, a escola Macário Borba receberá os estudantes do ensino médio. Para os do ensino fundamental, o local ainda será definido.

O técnico da Secretaria de Estado da Educação, José Hipólito da Silva, explica que a Catulo não será extinta, mas os alunos terão que ser realocados. Entre as duas escolas, a distância é de 2,5 quilômetros. Caso os alunos não tenham condições de se deslocar, será disponibilizado ônibus, garante o técnico.

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