Novo míssil representa avanço do programa balístico da Coreia do Norte, dizem especialistas - Geral - Jornal de Santa Catarina

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Avaliação15/05/2017 | 07h56Atualizada em 15/05/2017 | 08h03

Novo míssil representa avanço do programa balístico da Coreia do Norte, dizem especialistas

Teste é tratado com ponderação por analistas, que alertam para a possibilidade do projétil alcançar as bases dos EUA no Pacífico

Novo míssil representa avanço do programa balístico da Coreia do Norte, dizem especialistas AFP PHOTO/KCNA VIA KNS
Conforme a agência oficial norte-coreana, o líder Kim Jong-Un acompanhou o teste balístico Foto: AFP PHOTO / KCNA VIA KNS
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Depois de lançar um novo míssil, no domingo (14), o regime norte-coreano considerou que o teste teve sucesso. A medida, no entanto, recebeu críticas dos Estados Unidos e é tratada com ponderação por especialistas, que alertam para a possibilidade do projétil alcançar as bases norte-americanas no Pacífico.

De acordo com Jeffrey Lewis, do Middlebury Institute of International Studies, com sede nos Estados Unidos, "este é o míssil de maior alcance já testado pela Coreia do Norte".

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O engenheiro aeroespacial John Schilling, citado pelo site especializado 38 North, disse que o foguete parece pertencer à categoria intermediária de míssil balístico, "capaz de atacar com precisão a base americana de Guam", no Pacífico.

— E o que é mais importante: representa um avanço substancial para o desenvolvimento de um míssil balístico intercontinental (ICBM) — completou.

Após o teste, os Estados Unidos e o Japão pediram a convocação de uma reunião em caráter de urgência do Conselho de Segurança da ONU. De acordo com a delegação do Uruguai, que, em maio, exerce a presidência do Conselho, a reunião deve acontecer na terça-feira (16).

Apesar de Washington não descartar nenhuma opção, Pequim já demonstrou contrariedade a qualquer uso da força contra Pyongyang, com receio das consequências que um conflito na península coreana poderia ter na fronteira entre os países.

Há semanas, a China sugere que a Coreia do Norte suspenda o programa nuclear e balístico. O governo chinês ainda quer que os Estados Unidos encerrem os exercícios militares organizados na Coreia do Sul a cada ano. No entanto, a proposta foi rejeitada por Washington, que deseja de Pequim uma aplicação mais rigorosa das sanções adotadas pela ONU contra o regime norte-coreano.

"Que esta última provocação sirva de chamado a todas as nações para implementar sanções muito mais fortes contra a Coreia do Norte", afirmou a Casa Branca em um comunicado.

A Rússia minimizou o teste norte-coreano. O ministério da Defesa de Moscou afirmou em um comunicado que o míssil caiu a 500 quilômetros de sua fronteira e que "não representa nenhum perigo" para o país.

Regime norte-coreano comemora lançamento 

A Coreia do Norte anunciou que testou com sucesso, no domingo, um novo tipo de míssil. O projétil lançado pelo país constituiu o primeiro teste com êxito de um novo modelo de foguete, afirmou, nesta segunda-feira (15), a imprensa estatal em Pyongyang.

"Foi um míssil estratégico de médio a longo alcance recentemente desenvolvido, o Hwasong-12", informou a agência oficial KCNA, segundo a qual o líder norte-coreano Kim Jong-Un "supervisionou pessoalmente o lançamento do novo modelo de foguete".

Este foi o segundo lançamento de míssil em duas semanas e o primeiro desde que o presidente Moon Jae-In llegó tomou posse na Coreia do Sul.

O teste pretendia examinar "os detalhes técnicos e as características" de um novo tipo de foguete, "capaz de transportar uma carga nuclear grande e poderosa", assegura a KCNA.

O míssil seguiu a trajetória prevista, alcançando uma altura de 2.111,5 quilômetros e caindo a 787 quilômetros de distância do ponto de lançamento, "precisamente onde se desejava", destacou ainda a agência oficial norte-coreana.

Segundo o porta-voz do governo japonês, Yoshihide Suga, o míssil permaneceu no ar durante meia hora, antes de cair no Mar do Japão, situado entre os dois países. Outro míssil de teste, lançado em março, também caiu em uma área muito próxima do Japão, o que provocou alerta no governo de Tóquio.

Desde o ano passado, a Coreia do Norte realizou dois testes de mísseis e dezenas de testes de mísseis balísticos, em uma tentativa de desenvolver armamento capaz de alcançar o território continental dos Estados Unidos.

Washington advertiu que todas as opções militares estão sobre a mesa, embora recentemente o presidente norte-americano Donald Trump tenha suavizado o discurso com a afirmação de que ficaria "honrado" de encontrar Kim Jong-un, caso as circunstâncias fossem apropriadas.

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*AFP

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