Remédios à base de maconha são vendidos pela primeira vez em farmácias do Chile - Geral - Jornal de Santa Catarina

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Legalização10/05/2017 | 16h52Atualizada em 10/05/2017 | 17h56

Remédios à base de maconha são vendidos pela primeira vez em farmácias do Chile

Inicialmente, a venda será realizada em duas farmácias de Santiago, além de em clínicas e hospitais, sob retenção de receita médica

Remédios à base de maconha são vendidos pela primeira vez em farmácias do Chile Félix Zucco/Agencia RBS
Foto: Félix Zucco / Agencia RBS
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Dois fármacos elaborados à base de cannabis e recomendados para tratar dores crônicas começaram a ser vendidos nesta quarta-feira pela primeira vez em farmácias chilenas, informou a companhia importadora deste produto.

Depois de receber a autorização do Instituto de Saúde Pública (IPS), o laboratório canadense Tilray começou a vender em farmácias seus medicamentos T100 e TC100, apresentados como uma alternativa para algumas patologias cujos tratamentos convencionais não foram efetivos, segundo um comunicado da importadora Alef Biotechnology.

Com estes produtos "se gera a oportunidade de dar acesso no país aos que precisam clinicamente de novas alternativas de qualidade ante doenças como a dor crônica", disse Roberto Roizman, presidente desta companhia.

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Inicialmente, a venda será realizada em duas farmácias de Santiago, além de em clínicas e hospitais, sob retenção de receita médica, por um valor estimado de 210.000 pesos (cerca de 310 dólares).

Em outubro passado, o ISP permitiu a venda regular de um medicamento elaborado com maconha, o Sativex, utilizado para tratar a esclerose múltipla e controlar os espasmos musculares associados à doença.

O ISP disse que o medicamento, que custa aproximadamente 1.500 dólares, cumpre todos os requisitos de qualidade regulamentares, e que demonstrou sua segurança e eficácia na indicação solicitada, embora ainda não seja comercializado em farmácias.

No Chile o consumo privado de maconha é permitido, mas sua venda é punível. A normativa vigente, no entanto, deixa uma livre interpretação sobre a possibilidade de realizar autocultivos, o que levou alguns juízes a validarem esta prática em certos casos.

A Fundação Daya dirige uma grande plantação de cannabis para uso medicinal em Quinamávida, 350 km ao sul de Santiago, com mais de 6,4 mil plantas de 16 variedades para fornecimento a doentes sob controle médico.

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Enquanto isso, o Congresso chileno debate um projeto de lei para regular o uso e o autocultivo da maconha. 


 
 

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