EUA: polícia evita chamar morte de muçulmana de crime de ódio; suspeito foi detido - Geral - Jornal de Santa Catarina

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Washington19/06/2017 | 17h24

EUA: polícia evita chamar morte de muçulmana de crime de ódio; suspeito foi detido

A jovem Nabra Hassanen, uma muçulmana de 17 anos, foi morta no domingo (18) após ter sido sequestrada na frente de uma mesquita perto de Washington.

A Polícia preferiu adotar a cautela até o momento, sem classificar o episódio como um "crime racista". Um rapaz foi detido como suspeito pelo assassinato de Nabra, que teria sido espancada até a morte.

Cometido pouco antes de outro ataque próximo a uma mesquita de Londres, o crime causou grande indignação na comunidade muçulmana local.

"Estamos desolados e com o coração partido", declararam, em nota, representantes da mesquita All Dulles Area Muslim Society, de Sterling, na Virgínia.

"É hora de nos unirmos, de orarmos e cuidarmos dos nossos jovens", acrescenta o comunicado, divulgado a poucos dias do fim do mês do Ramadã.

Nabra caminhava com amigos depois das orações noturnas do Ramadã na madrugada de domingo, quando o grupo foi abordado por um motorista em frente a essa mesquita, localizada no subúrbio da capital americana.

À abordagem, seguiu-se uma discussão, e um homem saiu do carro com um bastão de beisebol, relataram alguns fiéis da mesquita. Os jovens correram para se abrigar no templo e logo se deram conta da ausência de Nabra.

Depois de várias horas de busca, o corpo de uma jovem - o de Nabra, muito provavelmente - foi encontrado às 15h locais de domingo em um lago da cidade, informou a Polícia do condado de Fairfax, na Virgínia.

Darwin Martinez Torres, de 22 anos, morador de Sterling, que "dirigia de modo suspeito" perto de onde a Polícia encontrou o corpo, foi detido e acusado do assassinato da jovem.

O porta-voz da Polícia de Fairfax, Don Gotthardt, descartou - por enquanto - que se trate de um crime de ódio, o que é considerado um agravante nos Estados Unidos. Segundo o oficial, "não há qualquer informação de vínculos entre a religião da vítima e o crime".

O episódio acontece depois de uma série de incidentes letais contra muçulmanos na América do Norte.

No mês passado, dois homens foram esfaqueados até a morte em Portland, no Oregon (noroeste dos EUA), quando tentaram conter um homem que lançava insultos islamofóbicos a duas adolescentes. Uma delas usava véu. Em outro caso, seis fiéis muçulmanos foram abatidos em janeiro, em Québec, no Canadá, durante um ataque contra uma mesquita.

* AFP

 
 

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