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Gaza19/06/2017 | 10h18

Israel começa a reduzir fornecimento de eletricidade em Gaza

Israel começou nesta segunda-feira a reduzir o fornecimento de energia elétrica aos dois milhões de habitantes de Gaza, que já recebem poucas horas de eletricidade por dia, indicou a companhia de eletricidade de Israel e a Autoridade de Energia do enclave palestino.

Esta redução, que fará com que os moradores de Gaza tenham duas horas de eletricidade por dia, levanta preocupações sobre o aumento das tensões e um possível colapso dos serviços vitais em um território que atravessou desde 2007 três guerras com Israel e uma quase-guerra civil entre os movimentos palestinos.

"A oferta será reduzida em duas linhas de dez a cada dia, até que esta diminuição se aplique a todas as dez linhas", detalhou a companhia de eletricidade de Israel em um comunicado.

Israel "reduziu nesta segunda-feira em oito megawatts o fornecimento das linhas de energia" para o território costeiro superpovoado e devastado pela guerra e a pobreza, indicou por sua vez a Autoridade de Energia, controlada pelo Hamas no poder em Gaza, em um comunicado.

Normalmente, Israel fornece 120 megawatts para Gaza - um quarto das necessidades do enclave estimadas entre 450 e 500 MW. A fatura, paga pela Autoridade Palestina, expulsa pelo Hamas de Gaza, chega a 11,3 milhões de euros por mês.

Desde que a única usina de energia em Gaza parou por falta de combustível, esses 120 MW representavam 80% da eletricidade disponível na Faixa de Gaza.

A redução é "perigosa" em um território "que sofre uma escassez crônica de energia", estimou a Autoridade de Energia. Ela culpa Israel e "as partes envolvidas na tomada desta decisão".

Em meados de junho, o governo israelense anunciou que reduziria o fornecimento, argumentando que a Autoridade Palestina do presidente Mahmud Abbas se recusava a pagar a conta de energia elétrica da Faixa de Gaza. A Autoridade Palestina acusa o Hamas de não assumir o fornecimento de energia do território que controla.

A ONU e muitas organizações humanitárias alertaram para o risco de um "colapso total" dos serviços vitais para a população, em particular no setor da saúde.

Num contexto de crise humanitária e econômica, o abastecimento de eletricidade é uma preocupação primordial no enclave à beira do deserto, principalmente em pleno mês do Ramadã e no verão.

* AFP

 
 

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