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Paris18/06/2017 | 08h37

Participação nas legislativas francesas em forte baixa

A participação no segundo turno das eleições legislativas francesas era de 17,75% em meados da jornada eleitoral em comparação com os 19,24% do mesmo período no primeiro turno, segundo cifras do ministério do Interior.

Se esta tendência se mantiver, a participação pode cair a um mínimo histórico neste tipo de eleição.

O movimento do presidente centrista Emmanuel Macron se encaminha para a maioria absoluta nestas legislativas, segundo as últimas pesquisas.

Mais de 47 milhões de eleitores estão convocados às urnas para esta votação que poderá voltar a ser marcada por uma importante abstenção, depois do recorde histórico (51,3%) do primeiro turno.

Macron espera conseguir uma confirmação por parte dos franceses após sua vitória em maio nas presidenciais contra a candidata de extrema direita, Marine Le Pen.

Com uma maioria absoluta na Assembleia Nacional, o presidente mais jovem da história da França, com 39 anos, teria o caminho livre para aplicar suas ambiciosas reformas com as quais aspira tornar o mercado de trabalho mais liberal.

Segundo as últimas projeções, seu movimento político - A República em Marcha (LREM) -, aliado do centrista MoDem, obteria de 400 a 470 cadeiras do total de 577 da Assembleia Nacional.

O movimento político de Macron, A República em Marcha (LREM), criado há apenas um ano, arrasou em 11 de junho com 32,3% dos votos, muito adianta da direita (21,5%), da extrema-direita (13,2%), da esquerda radical (13,7%) e do Partido Socialista (9,5%).

Enquanto isso, os dois grandes partidos tradicionais de esquerda e de direita, o Partido Socialista e Os Republicanos, que dominaram a vida política francesa há meio século, devem sofrer um novo revés nas urnas.

O partido do antecessor de Macron, o socialista François Hollande, que controlava até agora a Assembleia com cerca de 300 deputados, teria apenas de 15 a 40 cadeiras das 577.

Os Republicanos, com uma projeção de 60 a 80 cadeiras, se tornaria o principal partido de oposição, mas sua margem de manobra seria limitada.

Os eleitores rejeitaram no primeiro turno "tudo o que representava o sistema anterior e quiseram apostar em algo novo", resumiu o constitucionalista Didier Maus.

bur-mw/ia/erl.zm/cn

* AFP

 
 

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