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Economia05/07/2017 | 03h01Atualizada em 05/07/2017 | 14h14

Dinheiro do agronegócio movimenta turismo e intercâmbio em Chapecó

Dinheiro do agronegócio movimenta turismo e intercâmbio em Chapecó Márcio Cunha/Especial
Marco Aurélio Nedel é cliente contumaz de agência de viagens em Chapecó. Foto: Márcio Cunha / Especial

A riqueza que circula nas cidades onde o agronegócio é forte alimenta diversos setores, entre eles o de turismo e intercâmbio, como mostra levantamento do Google.  Esse potencial de consumo do interior não passou despercebido por Fernanda Meneghel. Em 2012 ela e a irmã, naturais de Chapecó, decidiram investir no Oeste. Elas deixaram Florianópolis, onde viviam há mais de uma década, para empreender no interior.

— Minha irmã falou: está todo mundo ganhando dinheiro em Chapecó e estamos aqui remando - conta Fernanda.

Naquele mesmo ano, as duas abriram uma franquia da operadora de intercâmbio Travel Mate, onde a irmã de Fernanda já trabalhava. Desde então, acumulam prêmios como melhor franquia ou maior faturamento da rede que conta mais de 30 lojas. Em 2017, levaram os dois troféus, de melhor e de maior faturamento absoluto, superando franquias em cidades com São Paulo e Porto Alegre.

Na avaliação de Fernanda, o dinheiro gerado pelo agronegócio é o principal responsável pelo bom desempenho da agência, voltada para clientes com maior poder aquisitivo. 

— Somos focados em um público A e B, então vendemos muitos desses pacotes mais caros, como intercâmbios para a Suíça, que custam cerca de R$ 300 mil.

A operadora de viagens CVC notou o que chama de "descentralização gradativa do dinheiro" para o interior há três anos e mudou sua estratégia ao abrir franquias também em cidades menores. Antes, um dos critérios para inaugurar uma loja era que a cidade tivesse pelo menos 150 mil habitantes, mas a nota de corte caiu para 50 mil. 

Somente em 2016, a CVC abriu 104 unidades em cidades de menor porte, nove delas em Santa Catarina. Uma das cidades escolhidas em SC foi Chapecó que, embora não seja tão pequena - tem pouco mais de 200 mil habitantes -, não estava na mira da operadora antes. Apesar de recém-inaugurada, a unidade chapecoense já registra o quarto maior volume de vendas em SC, atrás apenas de Florianópolis, Joinville e São José. 

O maior município do Oeste dá uma amostra do cenário do interior. O resultado da mudança de estratégia da CVC veio no ano passado quando, pela primeira vez nos 45 anos de história da operadora, as cidades do interior passaram a representar mais da metade das vendas. Esses municípios responderam por 51% dos R$ 5,5 bilhões movimentados pela companhia em 2016, contra 49% movimentados pelas capitais juntas. 

Na avaliação da empresa, o interior do Brasil cresce à medida que o agronegócio e demais setores produtivos se fortalecem, com geração de empregos e renda, o que também incentiva a migração da população das capitais para o interior e, por sua vez, aumenta o consumo em cidades menores.

No levantamento realizado pelo Google, itens como hotéis e cruzeiros tiveram desempenho melhor do que a média nacional em Santa Catarina. Para Eduardo Damo, gerente comercial da Big Golden Tur, agência de turismo com  unidades em Chapecó, Xaxim e Xanxerê que também é franqueada da CVC, o interesse por cruzeiros se mantém aquecido na região. 

— Roteiros dentro do Brasil, com saída de Santos para o Nordeste, são muito procurados. Também há vendas boas para os Estados Unidos e o Caribe - afirma.

A agência embarcou pelo menos 150 passageiros na primeira metade do ano para esse tipo de passeio. O escritor de Chapecó Marco Aurélio Nedel, de 62 anos, é um dos clientes cativos da agência. Ele já fez cinco viagens do tipo nos últimos anos. Em 2016, já navegou pelos mares do Caribe com a esposa e planeja em 2018 partir para águas europeias a partir de Barcelona. 

— O bom do cruzeiro é que reúne opções de entretenimento que não temos aqui em Chapecó. Assistimos a uma montagem do musical da Broadway Mamma Mia em uma das viagens. Além da mordomia, é uma chance de passar um tempo cercado de água pelo mar por todos os lados, algo difícil para quem vive no campo.

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