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Transporte público05/07/2017 | 08h48Atualizada em 05/07/2017 | 08h48

Estado de conservação de ruas preocupa motoristas de ônibus em Blumenau

Percurso feito por autoridades na primeira semana dos novos ônibus em Blumenau mostra desníveis em ruas e corredores


Foto: Patrick Rodrigues / Agencia RBS

Superada a longa espera pelos novos ônibus do transporte coletivo de Blumenau, as atenções agora se voltam à qualidade dos corredores e das estradas que os veículos zero quilômetro percorrem no dia a dia. Na tarde de terça-feira, o motorista de ônibus Ingobert Nogueira levou o secretário de Manutenção e Conservação Urbana, Marcelo Schrubbe, e o diretor da pasta, Robinson Soares, o Robinho, para um percurso por algumas ruas que enfrentam problemas como buracos ou desníveis.

Em ruas como Frei Estanislau Schaette e João Pessoa, no bairro da Velha, foram identificadas tampas da atual BRK Ambiental e registros do Samae em níveis diferentes dos da rua, causando sobressaltos na passagem dos veículos. Schrubbe informou que iria entrar em contato com as instituições e que orientaria o sindicato dos motoristas e cobradores (Sindetranscol) a também exigir melhorias nos pontos em questão.Ainda nessas vias, ondulações identificadas no asfalto devem ser reparadas pela equipe de manutenção amanhã.

Blumenau ficou três meses sem serviços de tapa-buracos porque a licitação para contratar o trabalho foi suspensa. O município conseguiu uma contratação emergencial e, desde quinta-feira passada, três equipes vêm garantindo os trabalhos de cobertura de buracos nas pistas. Na terça, a equipe trabalhava justamente na Velha.Já na Velha Grande, nas ruas Franz Muller e Emil Wehmuth, o problema é a qualidade do macadame que, em trechos mais úmidos e sem pavimentação, dificulta a subida dos ônibus nos dias em que chove mais forte. Um teste com um novo tipo de material deve ser feito entre uma e duas semanas. O alargamento de algumas curvas também deve ocorrer no mesmo prazo, após a obtenção de uma licença ambiental.

Pistas apresentam desgaste por frenagem

Entre os corredores de ônibus, uma das situações mais críticas está na Avenida Beira-Rio. O trecho, que recebe cerca de 900 viagens por dia, apresenta fissuras e desníveis em comparação com as outras pistas em praticamente toda a extensão.

— Na frente das antigas estações de pré-embarque, onde o pavimento é de concreto, não há sinal de desgaste, mas nos metros que ficam antes e depois, onde há pressão da frenagem e do arranque dos ônibus, os buracos e elevações se formam com mais facilidade — explica Schrubbe.

O pavimento já é alvo da elaboração de um projeto que busca aumentar a resistência e delimitar um padrão para as faixas exclusivas do transporte coletivo. No entanto, o processo está parado por falta de recursos municipais e não há previsão para reconstrução do trecho.

— A solução vai ser contemplada após o projeto e para isso é preciso ter captação de recursos para o projeto e depois para executar a obra — pontua o secretário de Infraestrutura Urbana, Régis Evaloir da Silva.

A Secretaria de Manutenção e Conservação Urbana pretende cobrir os buracos menores dos corredores da Rua 7 de Setembro e também da Beira-Rio em operação no sábado, dia de menor fluxo de veículos. O motorista que apresentou os buracos vistos no dia a dia aos membros da secretaria saiu satisfeito:

— Isso que mostramos é apenas 20% do que encontramos no dia a dia, mas vamos continuar cobrando e, se essas melhorias forem feitas, já valeu a pena — ressalta Ingobert.

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