Fantasma dos salários atrasados está afastado em Joinville, analisa o colunista Jefferson Saavedra - Geral - Jornal de Santa Catarina

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Jefferson Saavedra19/07/2017 | 03h00Atualizada em 19/07/2017 | 11h22

Fantasma dos salários atrasados está afastado em Joinville, analisa o colunista Jefferson Saavedra

Esperada recuperação na economia não se confirmou, mas a angústia do final de 2015 parece cada vez mais distante no município

A Prefeitura de Florianópolis recorreu a um plano de contingenciamento de despesas para não colocar em risco o 13º salário dos servidores no final do ano. Isto porque o balanço das receitas e despesas do município entrou no vermelho entre abril e junho. Ou seja, a administração gastou mais do que arrecadou nos últimos três meses. Assim, a prefeitura determinou o bloqueio de R$ 185,8 milhões no orçamento que estava previsto para o ano. 

O colunista Jefferson Saavedra analisa a situação das finanças em Joinville:

Fantasma afastado em Joinville

A esperada recuperação não se confirmou, mas a angústia do final de 2015 parece cada vez mais distante. Naquele momento, as projeções para o exercício seguinte, logo um ano eleitoral, apontavam a possibilidade de atraso no pagamento de salários ainda no primeiro semestre de 2016. Um pacote até então postergado indefinidamente foi lançado imediatamente com a meta de economizar pelo menos R$ 60 milhões, à época equivalente ao gasto mensal com a folha do funcionalismo. 

As medidas incluíram suspensão de licenças-prêmio e compra de férias, entrega de imóveis locados e revisão de contratos terceirizados, entre outros cortes. As ações, aliadas ao maior atraso no pagamento dos fornecedores, acabaram ajudando a bancar os salários em dia. Se em 2016 parou de piorar, 2017 até tem trazido números mais positivos, mas há obras de pavimentação paradas ou não iniciadas (um lote de ruas já licitadas aguarda a autorização), houve redução em serviços de manutenção - as equipes de tapa-buracos só foram recompostas no mês passado, e até a fábrica de tubos de concreto chegou a parar, tudo por falta de dinheiro.

Um naco expressivo dos comissionados ainda não foi nomeado neste primeiro semestre do segundo mandato do governo Udo Döhler (PMDB) e foi mantido o já rotineiro atraso no pagamento das contribuições patronais ao instituto de previdência municipal (R$ 30 milhões que não foram pagos no primeiro semestre foram rolados ontem para quitação nos próximos cinco anos). 

Ainda intranquila, a situação financeira atual pelo menos está mantendo afastado o fantasma do atraso nos salários, um peso de 48,8% nas despesas da Prefeitura. Por enquanto.

 
 

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