Polícia Civil deflagra operação contra jogo da Baleia Azul em cinco cidades de Santa Catarina - Geral - Jornal de Santa Catarina

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Operação Aquarius18/07/2017 | 11h04Atualizada em 18/07/2017 | 14h44

Polícia Civil deflagra operação contra jogo da Baleia Azul em cinco cidades de Santa Catarina

Ações ocorrem em Chapecó, Florianópolis, São José, Araquari e Joinville

Polícia Civil deflagra operação contra jogo da Baleia Azul em cinco cidades de Santa Catarina Divulgação/Polícia Civil
Chapecó também foi alvo da operação Foto: Divulgação / Polícia Civil

A Polícia Civil de Santa Catarina participa de uma operação nacional para prender envolvidos no jogo da Baleia Azul - iniciativa ilegal de criminosos que busca impor desafios violentos a adolescentes por meio da internet. A ação, centralizada pela polícia do Rio de Janeiro, ocorre em pelo menos nove Estados do país. Em SC, os policiais cumprem sete mandados de busca e apreensão em cinco municípios: Chapecó (três), Florianópolis, São José, Joinville e Araquari.

Coordenada pela Diretoria de Inteligência da Polícia Civil, nesta manhã a operação Aquarius apreendeu dispositivos eletrônicos e documentos com dados sobre os crimes em Chapecó e em Joinville. Nessas regiões, algumas vítimas e suspeitos de envolvimento com o jogo foram levados para prestar depoimento, mas até agora ninguém foi preso. Em Joinville, a polícia investiga uma mulher de apenas 18 anos que suspeita de ser curadora do jogo

De acordo com o delegado Alexandre Kale, diretor de Inteligência, durante as investigações a polícia chegou a atender um caso de uma criança que se machucou após tentar suicídio por conta do jogo no Oeste. Em cada uma das casas investigadas, ao menos dois agentes da área de Tecnologia da polícia estiveram presentes para colher provas em dispositivos. 

Em Florianópolis as buscas foram em uma residência no bairro Coqueiros. Em São José as diligências ocorreram no bairro Forquilhinhas, onde um adolescente de 14 anos com profundo conhecimento de informática residia. Segundo a Polícia Civil, com uma identidade falsa ele ingressava em redes sociais e, reativando contas ou clonando outras, participava do jogo. Esse adolescente, de acordo com os investigadores usava o sistema chamado Proton Mail, conhecido pela sua segurança de criptografia e por ter sido noticiado que era utilizado inclusive por Edward Snowden, ex-agente da inteligência dos EUA que divulgou detalhes dos programas de vigilância americanos.

— As investigações estão avançando —  destacou Kale sobre a apuração.

Além de Santa Catarina, a ação ocorre no Amazonas, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, São Paulo e Sergipe. Ao todo são 24 mandados de busca e um de prisão no RJ.

Polícia Civil evita falar sobre investigação

Segundo a delegada Patrícia Maria Zimmermann D'Ávila, coordenadora das Delegacias de Polícia da Criança, Adolescente, Mulher e Idoso (DPCAMI), desde que casos começaram a aparecer no país, a Polícia Civil do Estado passou a prestar atenção em ocorrências semelhantes. Lages, Palhoça e alguns municípios do Norte catarinense foram as regiões que tiveram casos investigados pela Polícia, segundo Patrícia. No entanto, nesses locais ainda não houve prisões nem operações divulgadas.

— A gente evita falar sobre onde os casos aconteceram para não instigar. Quando os relatos sobre o jogo começaram aqui no Estado, decidimos não divulgar para não atrapalhar as investigações também. Mas a nossa inteligência fez contato com a Polícia Civil de outros estados e até mesmo com a Polícia Federal para tentar descobrir como o esquema funcionava aqui.

Curadores do jogo procuravam adolescentes solitários

Segundo a polícia, as investigações mostraram que os curadores do jogo procuravam crianças e adolescentes vulneráveis e mais solitários. Conforme a delegada Patrícia, durante as diligências os agentes constataram também que as mensagens com as ordens eram enviadas por meio de grupos e redes sociais específicos. 

— Eles aproveitavam que os jovens estavam procurando esse assunto e também que eles estavam em uma fase de vulnerabilidade. Aí mandavam mensagens e começavam as conversas — disse a delegada.

A orientação para os pais é que fiquem atentos ao uso da internet e redes sociais em todos os dispositivos eletrônicos utilizados por crianças e adolescentes. Em caso de suspeitas, pais e familiares devem acionar a polícia.

Denúncias podem ser dadas ao telefone 181 (disque-denúncia) da Polícia Civil.

Foto: Arte / DC

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