PGR pede investigação de desembargador do TJ-SC por violência contra mulheres - Geral - Jornal de Santa Catarina

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Justiça28/08/2017 | 20h19Atualizada em 28/08/2017 | 20h19

PGR pede investigação de desembargador do TJ-SC por violência contra mulheres

Vice-procurador-geral da República pediu ao CNJ duas apurações de infração disciplinar contra o desembargador Eduardo Gallo

Estadão Conteúdo
Estadão Conteúdo

O vice-procurador-geral da República, José Bonifácio Borges Andrada, pediu ao Conselho Nacional de Justiça duas apurações de infração disciplinar contra o desembargador do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, Eduardo Gallo, por duas acusações de violência contra mulheres. O magistrado foi recentemente alvo de denúncia no colegiado por suposto pedido de propinas de R$ 700 mil pelo advogado Florisberto Odilon Córdova, que o acusou publicamente em meio a julgamento.

Gallo já é alvo de investigação no CNJ em caso que envolve sua ex-mulher, Liliane Mello, que prestou queixa em 26 de fevereiro, no 6º Distrito Policial da Mulher, em Florianópolis. Consta no boletim de ocorrência que a ex-mulher do magistrado disse à polícia que ele "geralmente pega em seu braço e sacode seu corpo, fala várias palavras de baixo calão", além de empurrar sua cabeça em uma mesa de mármore.

Em outro caso, já arquivado pelo Conselho Nacional de Justiça, o juiz foi citado em Boletim de Ocorrência de uma motorista com quem teria brigado no trânsito de Florianópolis. A autora do boletim disse que ele "desceu de seu veículo descontrolado, começou a socar o carro" e tentava alcançar o seu pescoço através do vidro.

Em um pedido o vice-procurador-geral da República, José Bonifácio Borges Andrada, ressalta "ser dever do magistrado manter conduta irrepreensível na vida pública e particular"

"Assim, a situação recomenda que os fatos sejam devidamente investigados por essa Corregedoria. Ante o exposto, pugna o Ministério Público Federal pela devida apuração dos fatos noticiados, de sorte que sejam adotadas as providências que o caso requer na seara disciplinar (...) se porventura ainda não instaurado procedimento para tal fim", anotou Bonifácio.

Contraponto

O advogado Nilton João de Macedo Machado, que defende o desembargador Eduardo Gallo reiterou, no dia 3 de agosto, que a ação sobre a suposta briga de trânsito foi arquivada no CNJ.

Segundo o defensor, após a briga envolvendo a ex-mulher, o magistrado teria ligado para ele e dito que apanhou da Liliane. O caso teria ocorrido em um fim de semana de carnaval, quando o Instituto de Perícia do Estado estava fechado, e, por isso, o advogado relata ter aconselhado seu cliente a gravar um vídeo em função de sua defesa.

A respeito das acusações do advogado Felisberto Odilon, o defensor afirmou que ele não apresentou provas do que afirmou no Tribunal.

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