Rua XV de Novembro, em Blumenau, tem 29 imóveis vagos - Geral - Jornal de Santa Catarina

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Comércio24/08/2017 | 06h45Atualizada em 24/08/2017 | 06h45

Rua XV de Novembro, em Blumenau, tem 29 imóveis vagos

Humanização da via é a saída para estancar desocupação, que tem aumentado a cada ano

Rua XV de Novembro, em Blumenau, tem 29 imóveis vagos Lucas Correia/Jornal de Santa Catarina
Trecho final da principal rua do Centro de Blumenau é o que concentra o maior número de salas fechadas: 12 entre a Namy Deeke e a Amadeu da Luz Foto: Lucas Correia / Jornal de Santa Catarina

Não há na Rua XV de Novembro um único lugar em que você olhe à frente e para os lados e não veja uma loja fechada. Portas cinzas, grades, portões de enrolar, sujeira acumulada, dezenas de cartas amontoadas, cartazes informando sobre o fechamento e explicando como pagar as contas com a loja que não está mais lá e placas de ¿aluga-se¿ e ¿vende-se¿ fazem parte da principal rua do Centro de Blumenau. Conforme levantamento feito pela reportagem do Santa, 29 imóveis estão ociosos na rua de 1,3 quilômetro de extensão, três a mais do que em julho do ano passado e seis a mais do que em 2015.

Desse total, 41% dos imóveis à disposição estão situados no chamado ¿Alto da XV¿ – trecho de apenas 350 metros que vai da esquina com a Rua Namy Deeke até a Amadeu da Luz, no sentido dos carros. São 12 salas comerciais fechadas, três a mais do que os 650 metros do ¿Coração da XV¿ – entre o Banco do Brasil e a Marechal Floriano Peixoto – e quatro a mais do que a parte baixa da via, que começa a partir do Grande Hotel. Segundo entidades lojistas, a parte final da rua historicamente tem menor fluxo de pessoas e é menos valorizada. O espaço para novos prédios, porém, cria esperanças de que ela possa absorver um futuro crescimento do comércio.

Rescaldo da crise econômica? Do aperto financeiro que a população vive? Do crescimento dos shoppings centers? Do pé no freio de empresários quanto a investimentos mais arriscados? Para o arquiteto e urbanista Christian Krambeck, não. Na opinião do especialista, esse é o reflexo de um pensamento retrógrado quanto ao comércio de rua e que precisa ser revisto para alavancar novamente as vendas – e, como consequência, brecar o fechamento de lojas.

– Para evitar isso é preciso repensar o Centro, mudar o foco e o modelo da cidade e pensar nela para as pessoas. Há coisas essenciais a fazer e impactam no comércio: priorização do pedestre, implantação de ciclovias, reurbanização de paralelas como a Curt Hering – avalia o professor, defensor de mais prédios para moradia na Rua XV e da implantação do projeto Centro Vivo.

Essas mudanças de rota no planejamento da Rua XV podem contribuir com uma visão mais atrativa da via para os blumenauenses, que hoje, segundo o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Blumenau, Helio Roncaglio, nem sempre está associada a local de compras e sofre com a oferta maior de lojas e serviço nos corredores de serviço dos bairros.

Sindicato vê início de retomada de ocupações


O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Blumenau e Região (Sindilojas), Emílio Schramm, argumenta que os espaços disponíveis na XV não têm a ver com hábitos de consumo, já que em shoppings e até no comércio de bairros também há salas ociosas. Para ele, isso ainda é reflexo da crise que afetou o setor. No entanto, ele afirma que o número de imóveis desocupados atingiu o ápice no primeiro semestre e acredita que hoje os lojistas já vivenciam uma retomada de investimentos e abertura de lojas. Mesma opinião tem o presidente do Sindicato da Habitação de Blumenau e Região (Secovi), Roberto Sérgio Cunha. Para ele, o valor alto mencionado por lojistas não é o principal fator dos imóveis ociosos, porque diante do cenário atual os proprietários estão mais abertos a negociações e reduções de valores quando surge um potencial locatário. O empresário cita uma mudança no quadro de aluguéis e uma tendência positiva para os próximos meses.

– O mercado de locação no ano que passou sofreu uma queda brusca. Contratos em vigor foram ganhando avisos de desocupação de muitas redes maiores e empreendedores que não tinham perspectiva de melhora. Mas isso aconteceu até abril deste ano, a partir de junho e julho estamos vendo uma retomada das ocupações – contrapõe.

 

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