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opinião01/09/2017 | 21h42Atualizada em 01/09/2017 | 21h45

"20 anos depois, a saúde pública recoloca Carlos Schoeller e Gercino Gomes Neto no mesmo palco"

Repórter especial do DC relembra passagens da trajetória profissional do médico exonerado do Hospital Joana de Gusmão e do procurador do MP

Ângela Bastos

A semana termina com duas fraturas do governo Raimundo Colombo expostas: Saúde e Segurança Pública. Mas foi a realidade da saúde pública dos catarinenses que trouxe à tona dois nomes que numa memória nem tão recente se cruzaram, o do médico Carlos Schoeller e o do promotor Gercino Gomes Neto.

O primeiro, exonerado segunda-feira do cargo de diretor do Hospital Infantil Joana de Gusmão, de Florianópolis, depois de anunciar a suspensão de cirurgias eletivas. Motivo? Falta de itens essenciais para os procedimentos, como fio cirúrgico. O segundo, à frente do Conselho Superior do Ministério Público, pediu à Procuradoria-geral de Justiça a abertura de inquérito civil contra o governador Raimundo Colombo (PSD) e o secretário estadual da Saúde, Vicente Caropreso (PSDB). Justificativa? Dívida reconhecida pelo próprio Estado de R$ 508 milhões com hospitais e instituições de saúde.

Não é de hoje que o assunto posiciona o gastropediatra e o procurador. Schoeller foi secretário de Saúde do governador peemedebista Paulo Afonso (1995-1999). No mesmo período, Gercino atuava como coordenador do Centro das Promotorias da Infância do MP. Foi dele a iniciativa da assinatura de um termo de ajuste de conduta do Estado e municípios para assegurar recursos e capacitação da pasta para a infância. 

Vinte anos depois, Schoeller e Gercino retornaram ao mesmo palco. Dessa vez em um cenário onde parecem ter empunhando a mesma bandeira. É reconhecida a seriedade com que o ex-diretor atuou à frente do Hospital Infantil. Assim como o comprometimento do procurador acerca da garantia dos direitos constitucionais da população. Mas também é visível o quanto a saúde não é política de Estado. Mas de governos.

*Ângela Bastos é repórter especial do Diário Catarinense, reconhecida como Jornalista Amiga da Criança pelo UNICEF e pela ANDI - Comunicação e Direitos e vencedora do Prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos

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