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Educação em Joinville08/09/2017 | 21h15Atualizada em 12/09/2017 | 10h27

Com o ensino médio integral, vínculo com os professores cresceu, avaliam alunos de Joinville

Para os professores em Joinville, maior tempo passado com os alunos permite detectar as dificuldades de cada um mais facilmente

Com o ensino médio integral, vínculo com os professores cresceu, avaliam alunos de Joinville Maykon Lammerhirt/A Notícia
Foto: Maykon Lammerhirt / A Notícia

Bruno Nogueira da Cruz, 16 anos, cursa o primeiro ano do ensino médio pela segunda vez. No ano passado, ele não conseguiu nota suficiente em física e foi reprovado. Por indicação de uma tia, a mãe ficou sabendo que a EBB Eng.º Annes Gualberto passaria a oferecer aulas em tempo integral e matriculou o adolescente – que inicialmente, confessa, ficou muito bravo com a ordem materna.

Agora, Bruno já está acostumado a passar o dia na escola. Ele recorda que, no ano passado, depois que chegava em casa, não fazia nada durante a tarde, a não ser dormir e, às vezes, ajudar o padrasto no trabalho.

– Não fazia nada, nem as lições. Neste ano, mesmo quando chego à noite, eu vou estudar quando faltou alguma coisa – afirma.

No período extra em que estão na escola, os alunos do integral têm períodos de estudos orientados. É o momento em que podem estudar para as provas e fazer as lições e os trabalhos das disciplinas regulares. Cada sala conta com dois professores, que os acompanham e orientam nos estudos, indicando os caminhos para encontrarem as respostas para os assuntos ainda não compreendidos.

– Quando realizam estas tarefas em casa, não podemos ajudá-los. Com o tempo em sala de aula, de 40 a 50 minutos, não é possível detectar as dificuldades de cada um. Há uma grande diferença no ensino ter este tempo a mais, além do vínculo que desenvolvemos com os alunos – analisa a professora de espanhol Cecilia Eggert.

A professora de história Anita Borba Silva, que divide com Cecilia a orientação da turma de Projeto de Vida, da qual Bruno e outros dez alunos fazem parte, concorda com a evolução percebida nos seis primeiros meses do programa. Ela acrescenta que, desta forma, conseguem acompanhar cada etapa do aprendizado e garantir que ele ocorrerá.

– Conseguimos avaliar na totalidade, e não só com notas. O primeiro ano é sempre um problema, porque chegam muito imaturos, não compreendem a importância de se dedicarem à escola – diz.

Bruno começa a entender. Até pouco tempo, ao ser perguntado o porquê da reprovação em 2016, a culpa era da professora, que “não o entendia e não conseguia ensiná-lo”. Neste ano, ele começou a se responsabilizar por seus erros e acertos, e a relação com os professores melhorou.

– Eu não conversava com os professores, não tinha intimidade para isso. Nem os via como pessoas “de verdade”, achava que estavam ali só para passar o conteúdo – assume o garoto.

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