Gerações se reúnem para manter unidade de ensino aberta na Nova Rússia, em Blumenau - Geral - Jornal de Santa Catarina

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Educação23/09/2017 | 15h31Atualizada em 24/09/2017 | 18h59

Gerações se reúnem para manter unidade de ensino aberta na Nova Rússia, em Blumenau

Comunidade luta para manter aulas na Escola Margarida Freygang. Reunião na manhã deste sábado movimentou 50 pessoas para debater questão

Gerações se reúnem para manter unidade de ensino aberta na Nova Rússia, em Blumenau Lucas Correia/Jornal de Santa Catarina
Foto: Lucas Correia / Jornal de Santa Catarina

A frase da faixa colocada em frente ao portão da Escola Básica Municipal Margarida Freygang reflete o pensamento da comunidade da Nova Rússia a respeito do fechamento da unidade de ensino, anunciado há um mês pela Secretaria de Educação de Blumenau, e que pegou de surpresa pais e parentes de 16 alunos matriculados ali. 

Gerações impactadas pela notícia se reuniram na manhã de sábado para discutir sobre o assunto e desabafar sobre a medida, que segundo eles é equivocada e precisa ser revertida. Avôs, pais, mães, filhas e filhos marcaram presença, protestaram e compartilharam memórias vividas na estrutura de madeira que hoje está pintada de azul claro e ainda mantém o verde jardim aos fundos e lado do prédio simples.

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— As melhores lembranças da infância e da escola que tenho são daqui. Estudei aqui até o terceiro ano do Ensino Fundamental, tive a minha base nesta escola. Toda a minha família estudou aqui e o ensino é ótimo, tanto que inspirou muitas pessoas da minha família a seguirem a área da Educação — comenta Ana Karina Leite, 29 anos, formada e pós-graduada em Gestão Ambiental.

 Reunião comunitária na escola Margarida Freygang na Nova Rússia.
Comunidade falou sobre o futuro da escola no pátio da unidade, na Nova RússiaFoto: Lucas Correia / Jornal de Santa Catarina

A sobrinha, a irmã, as primas e até mesmo o avô de Ana passaram pela unidade e estavam presentes no encontro que além dos depoimentos reuniu soluções para que a escola continue em funcionamento. 

Queremos explicações, não concordamos com o fechamento Estamos aqui porque vamos lutar para manter a escola aberta. Conseguimos matricular mais alunos, caso tenha 5º ao 8º ano, outros alunos podem ser transferidos para cá, se a justificativa é que temos poucas crianças matriculadas aqui — comenta o presidente da Associação de Pais e Professores (APP) da Margarida Freygang, Emerson Rautenberg, ao lamentar a ausência de representantes da Secretaria de Educação de Blumenau na discussão que começou às 9h de sábado.

— Eles querem é reduzir gastos, mas edução não é despesa — protesta Joice Daiana Leite, prima de Ana que também estudou no local.

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Além da comunidade representantes partidários e vereadores estiveram presentes e prometeram tomar medidas para atender ao pedido da comunidade ao fazer um intermédio entre eles e a secretaria de Educação.
—Vamos lutar para não fechar a escola, podemos propor alternativas, conversar com a comunidade e com a secretaria de Educação — conclui o presidente da AAP da escola ao agradecer o apoio de todos.

Relembro o caso

Em 28 de agosto, a Secretaria de Educação informou aos pais e responsáveis dos alunos da Escola de Educação Básica Margarida Freygang, hoje com 16 alunos - sete no pré-escolar 2 e 3 e outros nove entre o 1º e 4º ano do ensino fundamental, seria desativada em 2018. A secretária Patrícia Lueders argumentou que dois motivos levaram à decisão de fechamento. Um deles seria o desejo de ampliar o currículo dos alunos. Hoje a instituição só funciona pela manhã e os alunos estudam em uma turma multisseriada. 

Na escola municipal Pedo II, para onde os estudantes serão transferidos, eles teriam benefícios extras como biblioteca, sala multifuncional, fanfarra, atividades no contraturno e turmas de acordo com a série que frequentam. O segundo motivo para a decisão de fechar a escola a partir de 2018 é econômico. A Semudes garante que por causa dessa estrutura e do baixo número de alunos o custo mensal de um aluno na Margarida Freygang seria de R$ 3.316,45, enquanto nas unidades municipais com mais alunos é cinco vezes menor, de R$ 658,79.

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