Pesquisador alerta para risco de surgirem novos tipos de zika - Geral - Jornal de Santa Catarina

Versão mobile

Pesquisa06/09/2017 | 13h44Atualizada em 06/09/2017 | 13h44

Pesquisador alerta para risco de surgirem novos tipos de zika

Estudo mostrou que vírus permanece no organismo de homens por até seis meses

Pesquisador alerta para risco de surgirem novos tipos de zika não se aplica/Divulgação
Foto: não se aplica / Divulgação

Uma pesquisa conduzida pelo Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) alerta para os riscos de surgirem novos sorotipos de zika, como já ocorre com a dengue. De acordo com o professor Edison Luiz Durigon, isso poderia dificultar o desenvolvimento de uma vacina para o vírus e comprometer a eficácia dos exames de diagnósticos criados até então.

A hipótese foi levantada a partir da análise de dados de três pacientes assintomáticos — dois homens e uma mulher — que foram acompanhados pela equipe do ICB-USP ao longo de meses. Eles tiveram amostras de sangue, saliva, urina e esperma, no caso dos homens, colhidas semanalmente e enviadas para os Estados Unidos, onde o genoma completo do vírus foi sequenciado.

Leia mais:
Cientistas usam vírus da zika para matar células de tumor cerebral
SUS passa a oferecer medicamento para tratamento da microcefalia
Fiocruz descobre que pernilongo pode transmitir zika

— Semana a semana, nós comparávamos o que havia de diferente no genoma viral. Chegamos a ver no mesmo paciente cepas compartimentadas, ou seja, o vírus presente no sêmen era diferente do que havia na urina. Em todos os casos, o patógeno que encontramos no estágio final da infecção não era o mesmo que entrou no paciente — contou Durigon.

Conforme o pesquisador, os homens seguiram eliminando o zika pelo esperma em grandes quantidades por até seis meses. Com isso, os espermatozoides já se formavam infectados.

— Se a gravidez vai para frente nesses casos e quais as consequências para o feto é algo que não temos ideia — disse.

Além do esperma, um dos voluntários também teve o vírus detectado na saliva por três meses. Diante do achado, o professor destaca a importância de mudar a cultura médica, que foca os cuidados pré-natais nas mulheres:

— Não adianta testar apenas as gestantes para a presença do vírus, recomendar apenas às mulheres que usem repelente e evitem áreas de risco durante a gestação e deixar os homens à vontade, seguindo a vida normalmente. Elas podem ser contaminadas pelos próprios parceiros e isso é algo que os médicos ainda não estão atentos.

Siga Santa no Twitter

  • santacombr

    santacombr

    SantaRua XV de Novembro vira calçadão neste sábado em Blumenau https://t.co/DRzUUkJzn3 #LeiaNoSantahá 5 horas Retweet
  • santacombr

    santacombr

    SantaFeirão oferta vagas de trabalho para deficientes em Blumenau https://t.co/P0Tu4DknzN #LeiaNoSantahá 5 horas Retweet
Jornal de Santa Catarina
Busca
clicRBS
Nova busca - outros