Blumenauenses se preparam para homenagear os entes queridos neste Finados - Geral - Jornal de Santa Catarina

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Geral30/10/2017 | 10h49Atualizada em 30/10/2017 | 10h49

Blumenauenses se preparam para homenagear os entes queridos neste Finados

Fim de semana foi movimentado nos cemitérios da cidade

Blumenauenses se preparam para homenagear os entes queridos neste Finados Lucas Correia/Jornal de Santa Catarina
Foto: Lucas Correia / Jornal de Santa Catarina
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Foram necessários muitos anos trabalho em uma contabilidade de Blumenau até que Osmar Adriano, hoje com 79 anos, trocasse a cidade dos verões escaldantes pela aposentadoria na brisa da praia de Piçarras. A mudança de cidade só veio em 2011, depois que um acidente vascular cerebral (AVC) interrompeu os planos da mãe de Osmar de completar 100 anos a apenas três aniversários de chegar ao centenário. Ela vivia com o filho, hoje senhor de cabelos brancos e conversa fácil, e a esposa Melania desde que o marido morreu, em 1982. Como morar em terra de maresia não fazia parte dos planos da mãe, Osmar não a contrariou.

No sábado que serviu como prévia do verão e fez muita gente cair nas rodovias para pegar o primeiro torrão nas praias, Osmar e Melania fizeram o caminho inverso. Aproveitaram o dia para limpar o túmulo em que os pais de Osmar estão sepultados, depositaram flores e anteciparam as homenagens para evitar o tumulto comum do feriado. Da praia ainda trouxeram um baldinho de areia para formar uma base para as velas acendidas. Finda a missão, partiram para um almoço com a filha, que ainda reside em Blumenau e representa outro forte vínculo do casal com a cidade.

Essa mistura de preocupação com a limpeza e a organização dos túmulos e momentos de carinho e lembrança de quem já partiu foi vivida por dezenas de famílias nesse fim de semana, o último antes do feriado de Dia de Finados. No Cemitério da Rua Bahia, um dos três espaços públicos da cidade, a movimentação era intensa de familiares com baldes de água, vassouras e panos para deixar as lápides em dia para o feriado dedicado aos entes falecidos. Engelberto Welter e Maria Avi Welter admitem que a correria do dia a dia os fez ficarem afastados do local nos últimos meses, mas reservaram o sábado para dar uma geral no túmulo em que jazem os pais de Maria. Entre um pano e outro sobre a lápide, Maria recordava a vitalidade do pai, que morreu com 82 anos sem nunca parar de trabalhar, e Engelberto lembrava dos docinhos que ele sempre dava um jeito de esconder, apesar do quadro de diabetes.

– Ele é que fez certo, aproveitou a vida, teve uma vida intensa – defende a filha Maria.

Com diferentes visões e motivações, famílias se cruzavam nas estreitas passagem entre as sepulturas no cemitério no fim de semana. No setor dedicado aos luteranos, por exemplo, Célia Regina Boehringer e a filha limpavam o túmulo da cunhada, que morreu há 16 anos. Um esforço feito pela familiar, mas também por afeto à sogra, que já tem 82 anos e a mobilidade prejudicada. Quinze ou 20 fileiras de lápides acima, um homem deixava limpo o túmulo dos pais e partia para Pomerode, onde iria repetir a tarefa, desta vez no jazigo do irmão.

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