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Educação09/10/2017 | 11h45Atualizada em 09/10/2017 | 11h45

Itajaí propõe fim do período integral para acabar com fila de espera nas creches

Hoje cerca de 3,6 mil crianças esperam por uma vaga; medida vale para crianças de 4 a 5 anos

Foto: Marcos Porto / Divulgação

A falta de vagas em creches, que tem uma fila de espera de 3,6 mil crianças, levou a prefeitura de Itajaí a propor uma solução polêmica: reduzir ou acabar com a oferta de ensino em período integral para crianças de 4 a 5 anos. Um estudo feito pela Secretaria de Educação, em parceria com a Associação dos Municípios da Foz do Itajaí-açu (Amfri), garante que o modelo é capaz de zerar a fila única.

Itajaí é a única cidade da região que oferece período integral para crianças com 4 a 5 anos. A mudança abriria imediatamente 2,3 mil novas vagas para crianças de 0 a 3 anos _ faixa-etária onde está o maior déficit de vagas _ e daria espaço para novas turmas até 6 anos.

Compra de vagas

A proposta foi apresentada a representantes de associações de pais e professores (APPs) pelo prefeito Volnei Morastoni (PMDB) durante a assinatura de contrato para compra de 228 vagas em escolhinhas particulares. São as primeiras de uma série de mil vagas que o município deve adquirir nos próximos meses, também para aliviar a fila de espera.

O problema, que não se restringe a Itajaí, é que a conta não fecha. Este ano foram abertas 1,6 mil vagas, com abertura de novas creches. Mas a cidade já registrou nesse mesmo período 2,5 mil nascimentos, e boa parte desses bebês precisará em breve de vagas na educação infantil.

Flexibilidade

Na reunião em que foi anunciada a proposta, o prefeito prometeu discutir a ideia com a comunidade e avaliar casos em que o período integral é necessário. E a Secretaria de Educação bateu na tecla da importância do tempo que a criança passa com a família.

O problema é que, em muitos casos, mãe e pai precisam trabalhar o dia todo. E há situações em que não há familiares por perto e em que o rendimento da família não basta para pagar um cuidador.

Já que pede a compreensão das famílias, a prefeitura também poderia conscientizar os empregadores para que oferecessem horários de trabalho mais flexíveis, por exemplo.  

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