Dagmara Spautz: MP avalia importância histórica de um dos primeiros balneários de SC - Geral - Jornal de Santa Catarina

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Patrimônio20/11/2017 | 12h46Atualizada em 20/11/2017 | 12h46

Dagmara Spautz: MP avalia importância histórica de um dos primeiros balneários de SC

Cabeçudas, em Itajaí, tem diversas construções que marcaram época

Dagmara Spautz: MP avalia importância histórica de um dos primeiros balneários de SC Rafaela Martins/Agencia RBS
Foto: Rafaela Martins / Agencia RBS

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) instaurou um inquérito para avaliar a importância histórica do Bairro de Cabeçudas, em Itajaí. A praia, cercada de casas antigas e marcos arquitetônicos, como o Hotel Marambaia _ o primeiro em estilo modernista em Santa Catarina _ foi uma das primeiras no Estado a receber banhistas regularmente, no início do século 20. Na época, o banho de mar era recomendação médica, entendido como terapêutico.

O promotor Álvaro Oliveira Pereira Melo pediu ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), à Fundação Catarinense de Cultura (FCC) e à Fundação Cultural de Itajaí que respondam, em 60 dias, qual a relevância histórica e arquitetônica do bairro, quais os imóveis importantes, se há interesse das instituições em preservar a área, e quais os prejuízos que a chegada de grandes empreendimentos pode trazer a Cabeçudas.

O MPSC também recomendou à prefeitura de Itajaí que consulte o Conselho Municipal de Patrimônio sobre qualquer pedido de demolição que aparecer nos próximos meses.

O inquérito se baseou em uma dissertação de mestrado da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), apresentada pela pesquisadora Thayse Fagundes. O levantamento apontou que há mais de 30 imóveis construídos entre as décadas de 1920 e 1950 em Cabeçudas _ entre eles a Capela Santa Terezinha, que emoldura o morro junto à praia. Nenhum deles tem registro de tombamento histórico.

Plano diretor

Normélio Weber, presidente da Fundação Cultural de Itajaí, já colocou uma equipe de historiadores a postos para fazer o levantamento pedido pelo MPSC. Segundo ele, é provável que o estudo indique para um possível tombamento histórico de alguns prédios. Outra medida passível de ser adotada é a limitação para empreendimentos, para que o bairro não perca sua característica. Hoje, a legislação trata Cabeçudas apenas como zona residencial.

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