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Crise na saúde29/11/2017 | 16h18Atualizada em 29/11/2017 | 16h18

Falta de médico faz paciente se revoltar e quebrar tudo em UPA de Florianópolis

Três clínicos faltaram no plantão da madrugada desta quarta-feira, 29

Falta de médico faz paciente se revoltar e quebrar tudo em UPA de Florianópolis Arquivo pessoal/Arquivo pessoal
Paciente quebrou uma maca e outros equipamentos da UPA Foto: Arquivo pessoal / Arquivo pessoal

A falta de médicos durante o plantão da madrugada desta quarta-feira, 29 de novembro, na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do norte da Ilha, em Canasvieiras, em Florianópolis, revoltou um dos pacientes que aguardava por atendimento. O homem, que estava em crise de ansiedade, causou danos materiais no local e ameaçou funcionários. Até a Polícia Militar teve que ser chamada.

Um funcionário da unidade de saúde 24 horas, que pediu para não ser identificado, informou que era 1h40min quando o paciente chegou passando mal, carregado pela esposa em uma cadeira de rodas. Os enfermeiros explicaram que não havia médico e tentaram tranquilizá-lo.

— Eu fui pedir para um pediatra atendê-lo, pelo menos para avaliá-lo e dar um ansiolítico, mas ele simplesmente levantou da cadeira e começou a quebrar tudo. Quebrou uma maca, jogou todos os materiais da bancada no chão, derrubou os equipamentos, arrancou os fios do telefone, quebrou vidros de remédios — relata.

Paciente se revolta e quebra tudo na UPA norte da Ilha
Funcionário registrou o estrago na unidadeFoto: Arquivo pessoal / Arquivo pessoal

O paciente também ameaçou e xingou os funcionários, além de ter agredido o vigilante patrimonial. A Polícia Militar foi chamada, mas os enfermeiros já tinham conseguido acalmá-lo. Os funcionários não quiseram registrar a queixa. 

O paciente foi avaliado pela equipe de enfermagem, que constatou a crise de ansiedade, e depois atendido pelo pediatra. Em seguida, foi liberado. 

O atendimento precisou ser interrompido por uma hora para que a sala de emergência fosse arrumada.

— A gente sabe que a culpa não é dos servidores, mas estamos vivendo uma situação complicada, porque tá faltando médico, tá faltando profissional pra trabalhar — acrescenta o funcionário da UPA.

O que diz a prefeitura

A Secretaria de Saúde, por meio de nota, informou que no plantão da madrugada desta quarta-feira os três médicos clínico-gerais que estavam na escala apresentaram atestado médico. Com isso, a unidade ficou sem clínico para atender a população. Durante o plantão, “os pacientes graves foram atendidos pelo cirurgião e pelos dois pediatras”. 

Para tentar suprir a demanda, principalmente com a proximidade da temporada de verão, a prefeitura deve contratar uma empresa de saúde terceirizada, que fará a suplementação dos plantões nas UPAs do norte e sul da Ilha. A intenção é contratar temporariamente 15 médicos.

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