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Novidades11/11/2017 | 17h27Atualizada em 11/11/2017 | 17h27

Pancho: mudanças no transporte público de Blumenau

Usuários do transporte coletivo de Blumenau que têm direito a desconto ou passagem gratuita deverão se submeter ao reconhecimento biométrico

Pancho: mudanças no transporte público de Blumenau Lucas Correia/Agência RBS
Foto: Lucas Correia / Agência RBS

Nos próximos meses usuários do transporte coletivo de Blumenau que têm direito a desconto ou passagem gratuita deverão se submeter ao reconhecimento biométrico, por meio de leitura facial, para aproveitar os benefícios. Além de passar o cartão no validador, o rosto do usuário terá que ser reconhecido pelo sistema.

Os mais de 280 leitores faciais que serão instalados nos ônibus e nos terminais já foram comprados pela Blumob, empresa que presta o serviço na cidade. Pelo contrato, ela tem três anos para implantar o sistema, mas o diretor Maurício Garroti diz que a empresa não quer esperar. É possível que na próxima renovação do cartão de estudante, em 2018, seja iniciado o cadastro biométrico. Com a medida, a empresa espera eliminar de vez as fraudes. Pessoas com direito aos benefícios cedem os cartões para aqueles que não têm direito.

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Esta é uma das medidas previstas em contrato que estão sendo adiantadas com o objetivo de tornar o sistema atraente à população e, quem sabe, desacelerar ou até cessar a constante evasão de usuários do transporte coletivo. Desde que a nova empresa começou a operar com novos ônibus, em julho, o número de passageiros transportados caiu 4,5%. Passou de uma média mensal de 2,4 milhões de passageiros por mês em 2016, para 2,29 milhões neste ano, de julho a outubro.

Outras novidades estão sendo programadas para tentar melhorar o sistema. Nos próximos dias deve ser anunciada a integração dos horários da Blumob com aplicativos especializados em mobilidade, como o Moovit e o Google Maps. Na palma da mão o usuário terá, com mais precisão, as orientações para se deslocar de um ponto a outro da cidade e o tempo que será gasto nesse deslocamento. No próximo ano, com o monitoramento de toda a frota por GPS, será possível aumentar essa precisão, levando em conta a localização dos ônibus.

Também está em curso a renovação de toda a frota. Dezenove ônibus serão substituídos por veículos zero quilômetro neste mês. Até 2019, o carro mais antigo da empresa terá três anos de uso. Metade da frota já tem Wi-Fi e carregador de celular e em dois anos todos terão os equipamentos. Além disso, em breve será possível comprar créditos online, o que hoje só é possível para quem usa vale-transporte. 

Números destaque: Desde que a nova empresa começou a operar com novos ônibus, em julho, o número de passageiros transportados caiu 4,5%. Passou de uma média mensal de 2,4 milhões de passageiros por mês em 2016, para 2,29 milhões neste ano, de julho a outubro.

Desafios estruturais

Por parte do poder público municipal, algumas ações de infraestrutura estão em curso. O sistema que hoje conta com seis terminais urbanos terá oito até o final de 2018. Os novos estão sendo construídos nas regiões Norte e Oeste e devem melhorar as condições de ir e vir dos moradores de bairros que hoje são mal atendidos.

Na semana passada foi lançada a licitação para instalar abrigos em 113 pontos de ônibus da cidade. Tudo deve estar pronto no segundo semestre do próximo ano. A prefeitura também segue planejando a instalação de novos corredores de ônibus _ o próximo será na Rua Itajaí, na região Leste.

A criação de novas linhas e horários está fora de cogitação no momento. Com a diminuição de passageiros ocorreu o contrário: 83 horários diários foram eliminados no mês passado. O impacto negativo para o passageiro veio rapidamente. E assim deve ser também se um dia os que saíram voltarem a usar os ônibus. 

Política nacional 

O presidente do Serviço Autônomo Municipal de Trânsito e Transportes de Blumenau (Seterb), Carlos Lange, diz que a queda no número de passageiros é fenômeno em todo o país. Segundo ele, falta uma política nacional que incentive o setor, com redução de custos para as empresas prestadoras de serviço. Financiamentos mais atraentes para aquisição de ônibus e peças e redução de impostos na compra de combustíveis são alguns dos exemplos possíveis. Com isso o preço da passagem diminuiria, atraindo novos passageiros.

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