Lauro Bacca: "Por que há menos passageiros nos ônibus em Blumenau? - Geral - Jornal de Santa Catarina

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Opinião06/12/2017 | 05h30Atualizada em 06/12/2017 | 05h30

Lauro Bacca: "Por que há menos passageiros nos ônibus em Blumenau?

 Já escrevi sobre as primeiras impressões do novo serviço de ônibus em Blumenau, agora operado pela concessionária BluMob (Santa, 20 de julho). Na ocasião, a empresa explicou que as características da nova frota obedeciam aos padrões do Seterb. Há alguns dias, foi justo em dois dos novos ônibus alongados que senti um dos piores desconfortos da vida num transporte público. Rodando pela Rua Amazonas e depois Centro, o coletivo sacudia e barulhava com as batidas do assoalho e dos mecanismos de embarque para cadeirantes. O novo rodava feito lata velha. Talvez potencializado por recuperação de pequena cirurgia, senti-me como uma pedra sobre aquelas peneiras vibratórias de pedreiras e britadeiras. Mudei de assento, mas não adiantou. Observei outros passageiros, vários idosos, todos chacoalhando. Percebi que, ficando em pé, amenizava o desconforto.

Claro que as péssimas condições das ruas contribuem. No entanto, com a troca do Consórcio Siga pelo BluMob, prefeitura e Seterb perderam rara oportunidade de propiciar uma efetiva melhoria no transporte público. Como disse o arquiteto João Noll (Santa, 1º de novembro), os novos ônibus são quase iguais aos que já operavam e melhorias como estações de pré-embarque centrais viraram pontos de ônibus comuns.

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Blumenau já teve ônibus de piso rebaixado, usei-os algumas vezes. Muito confortáveis e silenciosos, embarque e desembarque facilitados pela ausência de degraus, pareciam flutuar sobre as irregularidades das pistas. Por que a nova frota não foi padronizada com esses modelos? São mais caros? E daí? Qual o impacto na tarifa ao longo dos anos de uso desses verdadeiros ônibus urbanos e não disfarces montados sobre carrocerias de caminhão?

Ainda há muito a se discutir. Avanços como os corredores exclusivos e consequente diminuição dos tempos de viagens precisam continuar sendo implementados. Concordo com o arquiteto Noll, que defende subsídio público às caras passagens. O transporte público tem que se tornar atrativo pela agilidade, conforto, segurança, pontualidade e preço. Sem isso, vamos continuar com nossas ruas cada vez mais entupidas com carros. 

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