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Retrospectiva30/12/2017 | 07h05Atualizada em 30/12/2017 | 07h05

O que esperar de 2018

Vai ser preciso exercitar a tolerância se quisermos avançar

diario catarinense
O que esperar de 2018 Artes DC / Artes DC/Artes DC
Foto: Artes DC / Artes DC / Artes DC

Encerramos 2016 esgotados. Depois de limites testados, perdas, trocas, manobras políticas e denúncias, depositamos no 2017 que se avizinhava a esperança de um recomeço. O calendário girou e, rapidamente, percebemos que esses ainda seriam tempos de muito desconforto e reorganização. 

Um ano em que nos esforçamos para que as coisas voltassem aos eixos. Um governo interino que se tornou permanente tentou aprovar reformas prometidas há décadas. Com a Reforma Trabalhista, o país se dividiu em reações – de um lado, empresários comemorando e afirmando que a flexibilização moderniza o mercado brasileiro; de outro, trabalhadores com a clara sensação de perda de direitos.A legislação eleitoral ganhou novas regras. A criação de um fundo com recursos públicos e de uma cláusula de desempenho para os partidos entraram no acordão. Mas ficou o sentimento de que os parlamentares se esforçaram para preservar o que lhes era mais caro. 

E entre articulações e conchavos, a Reforma Previdenciária se tornou uma promissória para 2018. A Lava-Jato seguiu jorrando. Denúncias voltaram a atingir o Planalto e o Congresso Nacional. Nada que tenha gerado tremores  suficientes para abalar as estruturas. As taxas de reprovação do presidente Michel Temer (PMDB) atingiram os níveis mais baixos no recente período democrático brasileiro, acima de 70%. Os índices, no entanto, não ameaçaram o discurso geral – o governo pode não ser bom, mas é melhor deixar como está. 

Em Santa Catarina, o avanço da criminalidade é creditado ao avanço das facções. Índices de homicídio bateram marcas históricas, execuções e troca de tiros ocorreram à luz do dia. As forças estaduais afirmam que estão no caminho certo e tudo será contornado. Se não houver ações efetivas, ameaçamos iniciar mais um ano com chances de novos recordes negativos. 

A saúde também causa preocupação. A dificuldade de manter as contas em ordem afeta quem precisa do serviço público. Com dívidas que se aproximam de R$ 1 bilhão e um secretário demissionário, o Estado precisa colocar a questão na pauta assim que romper 2018. Talvez esses sejam tempos instáveis. 

E precisemos aprender a manter a ordem interna em um mundo fora de lugar. Um mundo volátil, incerto, complexo e ambíguo, como já anunciaram os teóricos. Com as eleições em outubro, ânimos se acirram e os primeiros movimentos no tabuleiro político começam a ser ensaiados. Vai ser preciso exercitar a tolerância se quisermos avançar. E, apesar de tudo, nunca é demais reforçar a dose no otimismo. 

Afinal de contas, mais um ano se inicia. E esperança nunca é demais.

 

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