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Cidade02/12/2017 | 11h12Atualizada em 02/12/2017 | 11h18

Pancho: plano de mobilidade vai combater previsão de congestionamentos três vezes maiores em Blumenau

Intenção é evitar que o cidadão leve mais tempo nos deslocamentos diários, aumentando a poluição na cidade e diminuindo a qualidade de vida

Pancho: plano de mobilidade vai combater previsão de congestionamentos três vezes maiores em Blumenau Pancho / Agência RBS/Agência RBS
Transporte público de qualidade é uma das maneiras de enfrentar o desafio da mobilidade em Blumenau Foto: Pancho / Agência RBS / Agência RBS

Um passo importante para o futuro e o desenvolvimento de Blumenau será dado no dia 11 de dezembro, quando a comunidade vai se reunir em audiência pública para avaliar o relatório final do Plano de Mobilidade Urbana da cidade. Antes, no dia 7, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano vai apresentar os dados que foram apurados no diagnóstico das diferentes características da circulação viária da cidade. O relatório final do plano já está disponível para download em bit.ly/mobbnu.

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O estudo parte do óbvio: se nada for feito, em 2035 os congestionamentos na cidade estarão três vezes maiores, o que fará com que o cidadão leve mais tempo nos deslocamentos diários, aumentando a poluição na cidade e diminuindo a qualidade de vida.

Segundo o relatório, três itens são indispensáveis para enfrentar o problema. O primeiro é elaborar proposta ambiciosa em relação ao transporte coletivo. Ambiciosa suficiente para fazer com que o cidadão deixe o carro e adote o ônibus como meio de transporte. Isso seria possível, por exemplo, com a implantação de mais corredores exclusivos para o transporte público a ponto de, a longo prazo, podermos adotar meios de transporte com maior capacidade em determinados trechos, como o BRT, por exemplo.

O segundo é fazer com que menos automóveis circulem na área central da cidade, priorizando espaços para pedestres. Em muitas cidades motoristas pagam para circular no Centro. Em outras, calçadões são implantados em vias que antes eram dominadas pelos motores.

O terceiro é criar alternativas viárias eficientes para deslocamentos médio e longos. Em parte, isso seria possível com a requalificação de importantes vias da cidade, algo que já ocorre, por exemplo, na Humberto de Campos e General Osório, mas seria indispensável na Pedro Zimmermann, por exemplo.

A meta do plano, pelo menos no relatório final que ainda será avaliado pela população antes de ser oficializado, é recuperar a distribuição dos deslocamentos da cidade entre os diferentes tipos de transporte que havia em 2001. Naquele ano, os carros respondiam por 38% das viagens cotidianas. Hoje eles alcançaram o índice de 57%.

Ligação Velha-Garcia

Mapa ligação Velha garcia
Foto: Reprodução / Plano de Mobilidade Urbana

Alternativas viárias também foram avaliadas na proposta do Plano de Mobilidade. Fica claro, por exemplo, a necessidade de novas pontes, como a Norte-Sul, entre as ruas Itajaí e Paraguay, e a Ponte do Centro, entre as ruas Rodolfo Freygang/Beira-Rio e Chile. Outra opção avaliada é a tão comentada ligação Velha e Garcia, dois dos maiores e mais populosos bairros da cidade. A obra teria quatro quilômetros, com parte executada em túnel, e custaria algo em torno de R$ 350 milhões.

Com base nas pesquisas de origem/destino e contagens de veículos feitas na cidade, o consórcio Mobilidade Sustentável, contratado para esses estudos técnicos, chegou a algumas conclusões. Uma delas é que a obra diminuiria em 11% os congestionamentos no restante da cidade. No Centro (7 de Setembro e Beira-Rio) essa redução poderia chegar a 52% nos horários de pico. Mesmo assim, o texto recomenda que a obra deveria ser melhor avaliada.

Legado e confiança

Para o secretário municipal de Desenvolvimento Urbano, Ivo Bachmann Jr., um dos aspectos mais importantes neste processo é a quantidade de informações e dados obtidos por meio de pesquisas e estudos elaborados pelo consórcio contratado para auxiliar na elaboração do plano. Mais do que isso, o contrato prevê que a prefeitura receba do consórcio todos os softwares e equipamentos usados no trabalho. Ou seja, além de ter dados atualizados sobre a mobilidade na cidade será possível acompanhar esses indicadores para saber se as ações adotadas estão surtindo o efeito desejado.

Para isso, parte da equipe da secretaria tem sido capacitada ao longo desses meses de trabalho. É o primeiro Plano de Mobilidade da cidade e é importante que a comunidade tome conhecimento do que está sendo planejado para o nosso dia a dia.

Agende

Exposição dos itens do diagnóstico e prognóstico do Plano de Mobilidade
Quando: 7 de dezembro, às 9h
Onde: salão nobre da prefeitura de Blumenau
Aberto ao público

Audiência pública do Plano de Mobilidade Urbana de Blumenau
Quando: 11 de dezembro, às 19h
Onde: auditório da Escola Técnica de Saúde de Blumenau (ETSUS). Rua 2 de Setembro, 1.510
Aberto ao público

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