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Segurança21/12/2017 | 16h22Atualizada em 21/12/2017 | 19h25

Polícia Civil abre inquérito para apurar acidente envolvendo ex-deputado João Pizzolatti

Delegado recebeu boletim de ocorrência da Polícia Militar Rodoviária na tarde desta quinta-feira

A Polícia Civil de Blumenau abriu inquérito para investigar o acidente de trânsito envolvendo o ex-deputado federal João Pizzolatti (PP). Segundo o delegado Douglas Teixeira Barroco, da 2ª Delegacia de Blumenau, a apuração iniciou na manhã desta quinta-feira em razão da repercussão do caso. No início da tarde, o delegado recebeu o boletim de ocorrência da Polícia Militar Rodoviária (PMRv), que atendeu o acidente.

Uma testemunha do acidente já foi ouvida e outras devem ser ouvidas nos próximos dias. Somente após ouvir esses depoimentos é que a Polícia Civil deve colher o relato do ex-deputado. No entanto, ele pode se apresentar voluntariamente para dar explicações. Embora Pizzolatti não tenha feito o teste do bafômetro e nem testes clínicos no hospital, o auto de constatação de embriaguez preenchido pelos policiais rodoviários e vídeos enviados à Polícia Civil devem compor o inquérito para confirmar o suposto estado de embriaguez do ex-deputado.

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O delegado tem o prazo de 30 dias para concluir o inquérito, mas pretende concluir a apuração antes disso. A partir daí, o Ministério Público analisa se denuncia o ex-deputado. Segundo o delegado, o ex-parlamentar pode ser indiciado por lesão corporal – pena de seis meses a 2 anos – e por conduzir veículo sob influencia de álcool ou substância que provoque dependência – de seis meses a três anos de detenção. 

Na quarta-feira foi sancionada uma lei que prevê regras mais duras para quem comete crimes como dirigir embriagado. No entanto, como só entra em vigor daqui a 120 dias, não deve ser aplicada ao caso do ex-deputado.

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Auditor fiscal

João Pizzolatti foi deputado por cinco mandatos, de 1995 a 2014, e entre 2015 e 2016 foi secretário estadual em Roraima. Desde setembro, ele havia voltado a atuar como auditor fiscal na gerência de Blumenau da Secretaria de Estado da Fazenda, cargo para o qual era concursado antes de entrar na vida pública, 23 anos atrás. 

Até esta quinta, o órgão informou não ter recebido nenhuma solicitação de afastamento do ex-parlamentar. A gerência entra em recesso nesta sexta e retoma as atividades no dia 8 de janeiro. 

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